Eu creio que me recorde do primeiro minuto do ano de dois mil de doze, a mil e tantos minutos atrás. Sempre soa com um ar de esperança, renovação e perspectiva. Todos os meus desejos do primeiro minuto foram de dispersando conforme os dias foram passando e no final das contas eu me vi sendo surpreendida pelas minhas próprias realizações pessoais.
É estudo, é curso, trabalho e amizades se consolidando dia-após-dia. Não que seja importante ou necessário lembrar, mas decepções fizeram parte de mim esse ano e não estavam no primeiro minuto, ainda bem..elas estavam nos minutos seguintes a ele quando não havia mais nenhuma perspectiva de nada, talvez seja assim que as coisas ruins funcionem, afinal você nunca as deseja e mesmo assim se tornam parte das suas realizações. Sei também que meus textos foram poucos, mas intensos e bem descritivos do que eu sentia e eu devo ter sido assim o ano todo "intensa e descritiva", meio metódica, mas sempre mantendo a linha de raciocínio e pondo a frente sempre os objetos reais e depois os sonhados.
Senti falta de escrever um conto, um conto que contasse as coisas que me contaram esse ano. É quase seguindo a linha do "quem conta um conto, aumenta um ponto" e eu queria aumentar pontos e criar contos até as pessoas contarem o que eu escrevi e sucessivamente se criaria um ciclo de pessoas que contam a vida dos outros, porque basicamente esse ano se resumiu ao "mexirico". Falar da vida das pessoas é um dom, graças a Deus me abstenho dessa graça cedida a nós humanos.
Com os sentimentos dentro de uma montanha russa, dentre os altos e baixos me deparei caindo num lupping por estar sem nada que me segurasse e foi ai que me dei conta que é fácil estar nas subidas e decidas da vida, mas quando ela resolve te virar a cabeça é necessário estar preparado e sem a proteção necessária dei-me de cara com o chão, com a desilusão e quebrei fortemente todos os pedaços já quebrados. De um grande amor a um grande nada, assim encerro esse parágrafo de um amor que não é para ser contado nesse texto.
Ai, se eu pudesse voltar aos desejos do primeiro minuto talvez eu não tivesse desejado nada de diferente. Não escolheria nenhuma outra rota, nenhuma outra decepção e deixaria esse ano inteirinho como foi, até o último minuto. Arrependimentos existiram por conta de coisas que eu não fiz, ou talvez que deveria ter feito antes e a minha maior covardia foi me dar o direito de sentir grandes prazeres, além da minha capacidade de recepção, ultrapassei os limites de mim mesma e me permiti sentir, quão mal poderia ter me causado se eu negasse a mim esses desejos e tremendas as consequências que eu sofri ao realiza-los.
Treze é o meu número sortudo, e dessa vez antes de ser o primeiro minuto eu procurarei ser rápida e desejarei nos primeiros treze segundos. E dai pode até surgir em mim mesma a indagação: "Mas porque ser tão rápida consigo mesma?".. É porque eu não quero perder nem um minuto a mais pensando sendo que eu poderia estar fazendo.
Que venha 2013, venha forte!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Quantas vezes nós nascemos com o sol
Eu havia passado a noite em claro, o sono nem se quer me procurou e rendida a noite pairou pelo próprio desejo de ideias e inspiração. É complicado ver o mundo desse jeito, escuro, a noite e sem perspectiva de barulho. A sonoridade do ambiente faz toda diferença, a ausência do som não causa paz, trás desespero e que seja confortante assim ouvir um "Eu te amo" meio que em falso do que um silêncio duradouro.
Não da para contar as inúmeras vezes que olhava para o relógio e sentia as horas lentas, adormecidas e tão preguiçosas quanto quem as olhava passar. Eu aqui parada esperando que tudo passasse rápido sendo que eu mesma estava privando-me de qualquer movimento brusco.
Nunca entendi muito bem o porque dos meus melhores textos serem escritos de madrugada, uma das minhas sugestões lógicas é que ao invés de sonha-los eu os escrevo e assim cria-se uma corrente de imaginação que é literalmente aquilo que nós chamamos de "tornar real o que sonhamos". Bem, eu chamo de tornar literário aquilo que imagino, e a hora que escrevo este texto não é mais de madrugada..então que ideias nasceram junto com essa luz, porque escrever de manhã é quase como me pedir para dormir a noite. Acontece que a inspiração não tem hora, hoje fui a sacada de casa e acompanhei o nascer do sol mais bonito que eu jamais pude imaginar ver, me encheu de vida aquele simples gesto de ver crescer a luz. Sempre tão guiada pelo escuro da noite, ter como rebate a luz do sol é engrandecedor, abre portas e janelas te faz uma casa iluminada, senti cada ponto do meu corpo mais quente e cada parte da minha alma liberta.
Hoje eu simplesmente tive uma noite de altos e baixos, várias conversas e muitos esclarecimentos. Decidi algumas coisas que já estavam decididas, mas não com confiança. Eu levantei da cama sentindo vontade de ir a feira, comprar um pastel, maçã verde e ver aquelas senhoras bem velinhas fofocando de como a vizinha é barulhenta, como o jovem é mal educado e cada pequena ação hoje está tendo um enorme significado.
A beleza de começar um dia como o de hoje, acordar se sentindo parte do mundo e não mais uma moradora dele. Poucas pessoas compartilham da beleza de estarem bem, quererem bem e hoje eu que sempre acordo mal humorada, emburrada e insatisfeita tive um perfeito tapa nos dois lados da face, porque um nascer do sol me mostrou quanto de mim há para ser explorado e como perco tempo deixando envolver-me por esse clichê de pessoas que acordam, fazem suas ações diárias e vão dormir sem perspectivas nenhuma. Quantas vezes você já nasceu com o sol, se quis tão bem.
Bom dia, o dia todo, todos os dias bons da vida começaram hoje.
domingo, 25 de novembro de 2012
Sábado a noite
Tenho certeza que num sábado a noite sozinha e em casa você costuma se questionar por quais razões você, bonita, inteligente e atraente está fazendo sozinha sentada na frente do computador vendo sua série favorita, enquanto seus amigos estão pelos bares e baladas socializando e tornando seus jovens momentos inesquecíveis, ou totalmente esquecidos por conta da bebida. Você começa a pensar naquela menina que flerta a algum tempo e logo em seguida ela posta uma foto via dispositivo móvel, junto com aquela menina que você sabe que ela fica as vezes. É tão óbvio que aquilo aconteceria que você deixa o clichê de lado e parte para a apelação das drogas pessoais: Cigarros e café.
Até que você percebe que já passou muitas sextas, sábados e domingos em casa. Aquela menina que saia na sexta e voltava apenas para se arrumar par um novo role, você até que está bem paradinha né fia? Está se preocupando com coisas mais importantes, guardando dinheiro e porque não mais pensativa e menos impulsiva como geralmente é na mesa do bar.
Se eu soubesse que noites assim seriam constantes eu teria ficado mais tempo em casa, é nesses momentos que eu afloro minha imaginação e escrevo sem parar, sem pensar e vírgula após vírgula eu vejo os sentidos se encorporando e ai é complicado arrumar um ponto final. Na história da minha vida, nem sempre fui a principal personagem. Das mulheres que eu já beijei, apenas uma delas me rendeu uma boa história, baseada em um terrível fato que ela me proporcionou.
Já pararam para pensar que tudo aquilo que é louco, inconsequente, maldoso e desnecessário é o que nos atrai? O amor, a confiança, o carinho ainda são as principais características que se busca em uma pessoa, mas espera só aparecer uma louca desvairada que vai revirar a sua vida e ainda por cima te deixar querendo mais e quanto mais tentar se livrar, mais ela estará ali e você como uma criança vai em busca daquilo que deseja e sem sentir medo entrega-se independente do mal que lhe faça.
Fazia muito tempo que eu não escrevia, e diferentemente das outras vezes ao invés do blog eu escolhi o meu bloco de notas. Vazio e branco, sem qualquer outra distração visual as letras foram juntando-se na tela e eu parecia apenas ter que contorna-las. Mulheres tiram minha paciência e minhas ideias. Mulher na verdade é aquilo que mais me tira as coisas e na maioria das vezes não adiciona em nada, porque mulher que é mulher sabe deixar a sua marca e determinar o seu ponto de partida, sempre as espero, nunca elas voltam.
Tenho a mania de apaixonar-me por várias mulheres, entendam como quiser, mas eu sempre vou estar apaixonada. Sempre vou galantear uma mulher e não pense que os termos antigos não remetem ao que realmente faço. Sou um cavalheiro, de fraque e gravata borboleta se preciso. As minhas paixões são questionáveis, de momento e intensas. Eu mais flerto do que beijo, mais admiro do que falo e eu imagino muito mais do que toco..Eu gosto da minha imaginação, quando o momento se torna real é satisfatório perceber até onde ela pode ir.
A cada mulher que eu conheço, um pouco de mim vai embora..Quantas vezes vou ter que me apaixonar até sumir?
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Traçando uma rota aleatória
Eu estou sentindo uma pequena necessidade de desaparecer desse caminho traçado junto as minhas escolhas, quero apenas criar uma rota de fuga caso alguma decisão saia do meu controle. Tenho a irritante mania de planejar as coisas que faço, programo meus horários, os lugares e com quem eu devo estar. Se você observar pelo meu lado é a coisa mais exata a se fazer, dependendo do momento chega a ser necessário ter toda a preparação para estar ali, não se trata do fato de organizar ou não as coisas e sim de quando as coisas se bagunçam por si só.
Quero apenas uma razão para acreditar em porque não posso estar bem do jeito que estou, tenho motivos meus para minhas atitudes e eu sou tão egoísta quando digo que eu não me importo se isso fere ou machuca alguém, mas é a pura verdade quero saber o que é pensar em mim. Em todo esse tempo que estive com pessoas, apaixonada ou não sempre estava ali pela pessoa fazendo ela se sentir o rei\rainha do mundo e cuidava para que tudo estivesse ao alcance dela sem que precisasse se movimentar muito, gosto de dar comodismo as pessoas e é surpreendente como elas não se importar em correr atrás de algo quando se sentem confortáveis em seu próprio ego.
Posso dizer que em dois meses a minha vida deu um salto da estaca zero para um patamar tão alto quanto o céu, se eu cair daqui vou me machucar feio e a noção de que isso possa acontecer as vezes me faz pensar um pouco mais antes de querer dar um outro salto desses. Estive\Estou com pessoas incríveis e aconchegantes que eu quero preservar perto de mim. Eu estava desacreditada de que as pessoas mexessem comigo novamente, me permito sentir de novo, machucar de novo e estar ao lado de alguém quando a hora for precisa.
Tenho uma síndrome de conhecer pessoas complicadas ou que tragam alguma complicação a minha forma de pensar e agir, é surreal como isso acontece com frequência. Gosto de pessoas que respeitem o espaço das outras, partilhem gostos e deixem a vida seguir sem forçar situações, exigir palavras e ações. Antes eu buscava o carinho das pessoas e hoje em dia quero que elas permitam se amar em primeiro lugar e dividam comigo esse amor próprio, que não se desmereçam de maneira alguma, é bom estar ao lado de pessoas que nos passam o amor delas mesmas, me faz sentir que devo me amar mais.
Essa rota aleatória trata-se de como meus gostos se adaptaram a essa nova fase da minha vida, está sendo difícil e por isso concluo precipitadamente que estou no caminho certo já que conforme crescemos ganhamos novos desafios e precisamos de mais motivação para vence-los.
"Sabe quando a vida ta boa demais para parar?
Aquele amor para sempre começa a dispersar,
teus pensamentos singelos afloram e te trazem coisas boas.
Começa a rezar, pede a tua entidade proteção e ama-te como única opção,
é do egoísmo que nasce a divisão para dois.
Primeiro eu meu amor, o nós vem depois."
Música que me inspirou enquanto eu escrevia: Portishead - Glory Box
Quero apenas uma razão para acreditar em porque não posso estar bem do jeito que estou, tenho motivos meus para minhas atitudes e eu sou tão egoísta quando digo que eu não me importo se isso fere ou machuca alguém, mas é a pura verdade quero saber o que é pensar em mim. Em todo esse tempo que estive com pessoas, apaixonada ou não sempre estava ali pela pessoa fazendo ela se sentir o rei\rainha do mundo e cuidava para que tudo estivesse ao alcance dela sem que precisasse se movimentar muito, gosto de dar comodismo as pessoas e é surpreendente como elas não se importar em correr atrás de algo quando se sentem confortáveis em seu próprio ego.
Posso dizer que em dois meses a minha vida deu um salto da estaca zero para um patamar tão alto quanto o céu, se eu cair daqui vou me machucar feio e a noção de que isso possa acontecer as vezes me faz pensar um pouco mais antes de querer dar um outro salto desses. Estive\Estou com pessoas incríveis e aconchegantes que eu quero preservar perto de mim. Eu estava desacreditada de que as pessoas mexessem comigo novamente, me permito sentir de novo, machucar de novo e estar ao lado de alguém quando a hora for precisa.
Tenho uma síndrome de conhecer pessoas complicadas ou que tragam alguma complicação a minha forma de pensar e agir, é surreal como isso acontece com frequência. Gosto de pessoas que respeitem o espaço das outras, partilhem gostos e deixem a vida seguir sem forçar situações, exigir palavras e ações. Antes eu buscava o carinho das pessoas e hoje em dia quero que elas permitam se amar em primeiro lugar e dividam comigo esse amor próprio, que não se desmereçam de maneira alguma, é bom estar ao lado de pessoas que nos passam o amor delas mesmas, me faz sentir que devo me amar mais.
Essa rota aleatória trata-se de como meus gostos se adaptaram a essa nova fase da minha vida, está sendo difícil e por isso concluo precipitadamente que estou no caminho certo já que conforme crescemos ganhamos novos desafios e precisamos de mais motivação para vence-los.
"Sabe quando a vida ta boa demais para parar?
Aquele amor para sempre começa a dispersar,
teus pensamentos singelos afloram e te trazem coisas boas.
Começa a rezar, pede a tua entidade proteção e ama-te como única opção,
é do egoísmo que nasce a divisão para dois.
Primeiro eu meu amor, o nós vem depois."
Música que me inspirou enquanto eu escrevia: Portishead - Glory Box
sábado, 1 de setembro de 2012
Instável
Ontem escrevi um texto enorme, lindo e que demonstrava realmente tudo o que eu estou sentindo nesse último mês. Quando terminei o texto eu li, reli e li de novo e quando menos percebi eu havia selecionado o texto todo e deletado, assim sem motivo algum. Talvez eu esteja querendo preservar mais minha identidade já que aquele texto estava contendo assuntos censurados, não me sinto confortável em escrever e publicar coisas tão pessoais, mas senti vontade e não consegui aquietar meus pensamentos sem antes escrever algo tão próximo a essa intimidade para que eu pudesse publicar, compartilhar e finalmente desabar em mim mesma e ficar bem.
Vamos lá conversar. Bem, eu estou ouvindo Coldplay - Fix you e confesso que essa música além de verdadeira transpareceu em mim um sentimento de carência que eu jamais podia imaginar que existisse, algo muito parecido com o medo de estar sozinha, alinhado a ideia de que essa é a minha condição atual. Não digo sozinha no sentido de abandonada, escrachada é que eu somente estou seguindo por minhas próprias pernas e traçando um caminho com minhas escolhas tão minhas que as vezes sinto elas inconsequentes, nunca pensei muito para agir e agora eu estou agindo para não pensar. Não paro um segundo se quer de pensar nem quando eu durmo consigo descansar, estou tentando me concertar para melhorar e me conhecer, os erros que eu cometi desencadearam uma série de outras características formadoras de personalidade e agora tenho que descobrir quem eu sou, ou se isso era o que eu era e nunca fui capaz de perceber.
Uma terapia para mim é escrever sem medir muito as palavras. Conforme elas vão saindo consigo ver a forma que estou dando ao texto, se devo parar ou seguir e como devo me inspirar para escrever.
Tentei concertar situações que não estavam quebradas, mas elas não existiam e eu estava insistindo em algo que eu nunca deveria ter começado. Começar um acerto de modo errado, somente eu consigo essa capacidade de criar uma situação perfeita baseada num erro pessoal, egoísta que eu sou e calculista que me tornei a partir dessa atitude. Confesso que perdi um pouco do meu sentimento quando comecei com isso e recupera-lo a essa altura do campeonato onde tudo que aconteceu sinto uma invalidez em tentar mudar isso, deixo de lado, é um pouco de acomodação, mas se não atrapalha não tem porque mexer.
Estou ansiosa porque nesse mês de setembro estréia a sétima temporada da série Dexter e meu mundo para quando essa série começa. Por doze semanas eu entro numa espécie de transe pessoal e é nesse momento que eu me identifico mais comigo mesma e consigo pensar sem estar estressada, Dexter é um calmante natural para mim e me sinto confortável quando assisto, pois assim como ele eu não quero ser notada, mas quero fazer a diferença para mim mesma.
Um dia ou outro vou chorar, me desesperar e até mesmo pensar em abandonar tudo o que construí. Só que ai eu paro, respiro e sigo em frente porque um pouco de raciocínio as vezes não faz mal a ninguém, eu já fui emotiva demais e agora não quero perder tempo com o coração. Deixo o sentimento me guiar a medida que a razão permitir, porque a gente morre de amor sim e eu quero continuar viva, bem viva e nem que para isso não exista amor, só que ele vai estar e eu vou se novo me entregar..
Vamos lá conversar. Bem, eu estou ouvindo Coldplay - Fix you e confesso que essa música além de verdadeira transpareceu em mim um sentimento de carência que eu jamais podia imaginar que existisse, algo muito parecido com o medo de estar sozinha, alinhado a ideia de que essa é a minha condição atual. Não digo sozinha no sentido de abandonada, escrachada é que eu somente estou seguindo por minhas próprias pernas e traçando um caminho com minhas escolhas tão minhas que as vezes sinto elas inconsequentes, nunca pensei muito para agir e agora eu estou agindo para não pensar. Não paro um segundo se quer de pensar nem quando eu durmo consigo descansar, estou tentando me concertar para melhorar e me conhecer, os erros que eu cometi desencadearam uma série de outras características formadoras de personalidade e agora tenho que descobrir quem eu sou, ou se isso era o que eu era e nunca fui capaz de perceber.
Uma terapia para mim é escrever sem medir muito as palavras. Conforme elas vão saindo consigo ver a forma que estou dando ao texto, se devo parar ou seguir e como devo me inspirar para escrever.
Tentei concertar situações que não estavam quebradas, mas elas não existiam e eu estava insistindo em algo que eu nunca deveria ter começado. Começar um acerto de modo errado, somente eu consigo essa capacidade de criar uma situação perfeita baseada num erro pessoal, egoísta que eu sou e calculista que me tornei a partir dessa atitude. Confesso que perdi um pouco do meu sentimento quando comecei com isso e recupera-lo a essa altura do campeonato onde tudo que aconteceu sinto uma invalidez em tentar mudar isso, deixo de lado, é um pouco de acomodação, mas se não atrapalha não tem porque mexer.
Estou ansiosa porque nesse mês de setembro estréia a sétima temporada da série Dexter e meu mundo para quando essa série começa. Por doze semanas eu entro numa espécie de transe pessoal e é nesse momento que eu me identifico mais comigo mesma e consigo pensar sem estar estressada, Dexter é um calmante natural para mim e me sinto confortável quando assisto, pois assim como ele eu não quero ser notada, mas quero fazer a diferença para mim mesma.
Um dia ou outro vou chorar, me desesperar e até mesmo pensar em abandonar tudo o que construí. Só que ai eu paro, respiro e sigo em frente porque um pouco de raciocínio as vezes não faz mal a ninguém, eu já fui emotiva demais e agora não quero perder tempo com o coração. Deixo o sentimento me guiar a medida que a razão permitir, porque a gente morre de amor sim e eu quero continuar viva, bem viva e nem que para isso não exista amor, só que ele vai estar e eu vou se novo me entregar..
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Arte, morte e lucidez.
A minha vida se divide em duas grandes e insaciáveis paixões: o teatro e a psicologia. Confesso que a escrita é um grande hobbie, mas não chega nem aos pés do que eu sinto estando em um palco ou lendo um livro sobre comportamento humano. Emoções épicas que atingem o topo do meu sentimento, causam estranho arrepio como esse que eu sinto agora escrevendo sobre o assunto.
Para deixa-los mais informados essas distintas paixões estão ligadas, sabe-se Deus o porque isso acontece, mas me sinto em plena incapacidade de abandonar ambas. Preciso das duas e o pior, ao mesmo tempo.
Comecei a me apaixonar pelo teatro com apenas dez anos de idade, musicais sempre foram meu forte e eu amava ver aquelas mulheres deslumbrantes, os homens em seus fraques impecáveis com uma rosa vermelha no bolso. Por sorte eu pude conhecer de "perto" o trabalho musical de artistas desconhecidos até mesmo os famosos mundialmente, graças ao grande acervo musical do meu ex diretor Rogério. Logo após passar por um período afastada do teatro musical pude perceber que eu não resistiria, não conseguiria e não iria suportar ficar sem o teatro. Faz parte de mim, corre em minha veias e é surreal como eu me sinto sempre que posso estar perto de um palco, de alguma sala de ensaio. Recentemente uma obsessão literária veio a tona, desde o ano passado encenamos crônicas de Nelson Rodrigues - A vida como é ela pela Fundec e com direção de Mario Persico, desde então a vida passou a ter a seguinte definição: "Existe o lado comum de viver a vida e o lado anos 50 de Nelson Rodrigues e convenhamos que traição, morte e sexo é muito mais interessante do que um cineminha de final de semana".Um pouco mais do que nos anos anteriores tenho me dedicado com carinho a esse papel, preparado um laboratório para ambos personagens que irei interpretar. A alma está em viver o seu personagem, entregar-se cem por cento a situação. Me sinto completa agora, um pouco deslocada, mas atenta o suficiente para reagir em palco a expectativa própria de como devo ser como personagem.
Logo na mesma época do teatro comecei a perceber a facilidade que eu tinha em dar palpites quase que certeiros sobre determinadas situações, um pouco mais do que curiosa eu queria estar a frente do assunto para estuda-lo e por fim entregar minha conclusão, era quase um tcc só que menos complexo e mais objetivo. Com a chegada da série Dexter (2007) eu pude me aprofundar um pouco mais naqueles palpites e trabalhar mais nessa aptidão de estudar pessoas e seus comportamentos;
Confesso que amo pessoas em suas decaídas, é incrível como a mente humana é capaz de se deplorar diante de um erro, insignificante que seja e de como a vida é um fio fino onde qualquer puxão demasiado pode romper a linha que nos liga a lucidez e a insanidade. Depois disso vieram mais livros, histórias que as pessoas me contavam e quando ouviam algo sobre psicopatia já vinham conversar comigo, pois sabiam que eu estaria pronta para debater qualquer dúvida. É um estudo constante que não para nem quando eu quero dormir, me pego observando as pessoas quase que diariamente como se eu quisesse conversar com cada uma delas e montar uma pesquisa como aquelas do ibope para determinar e classificar suas ações. Pode parecer loucura assim a primeira vista, mas é uma loucura do bem e para o bem e como eu pretendo apresentar minhas idéias eu ainda não tenho pensado nisso, a principio quero começar a por em prática aquilo que ando percebendo em um ano (quem me conhece e ler isso vai se surpreender, não aparento ser tão empenhada e acreditem..essa é a alma do negócio) porque quando as coisas fluem naturalmente parece que acontece.
Não sei se estou começando a ficar louca ou vivendo demais a realidade. Estou em um mix de arte e comportamento e me sinto tão bem nessa zona de conforto instável.
Para deixa-los mais informados essas distintas paixões estão ligadas, sabe-se Deus o porque isso acontece, mas me sinto em plena incapacidade de abandonar ambas. Preciso das duas e o pior, ao mesmo tempo.
Comecei a me apaixonar pelo teatro com apenas dez anos de idade, musicais sempre foram meu forte e eu amava ver aquelas mulheres deslumbrantes, os homens em seus fraques impecáveis com uma rosa vermelha no bolso. Por sorte eu pude conhecer de "perto" o trabalho musical de artistas desconhecidos até mesmo os famosos mundialmente, graças ao grande acervo musical do meu ex diretor Rogério. Logo após passar por um período afastada do teatro musical pude perceber que eu não resistiria, não conseguiria e não iria suportar ficar sem o teatro. Faz parte de mim, corre em minha veias e é surreal como eu me sinto sempre que posso estar perto de um palco, de alguma sala de ensaio. Recentemente uma obsessão literária veio a tona, desde o ano passado encenamos crônicas de Nelson Rodrigues - A vida como é ela pela Fundec e com direção de Mario Persico, desde então a vida passou a ter a seguinte definição: "Existe o lado comum de viver a vida e o lado anos 50 de Nelson Rodrigues e convenhamos que traição, morte e sexo é muito mais interessante do que um cineminha de final de semana".Um pouco mais do que nos anos anteriores tenho me dedicado com carinho a esse papel, preparado um laboratório para ambos personagens que irei interpretar. A alma está em viver o seu personagem, entregar-se cem por cento a situação. Me sinto completa agora, um pouco deslocada, mas atenta o suficiente para reagir em palco a expectativa própria de como devo ser como personagem.
Logo na mesma época do teatro comecei a perceber a facilidade que eu tinha em dar palpites quase que certeiros sobre determinadas situações, um pouco mais do que curiosa eu queria estar a frente do assunto para estuda-lo e por fim entregar minha conclusão, era quase um tcc só que menos complexo e mais objetivo. Com a chegada da série Dexter (2007) eu pude me aprofundar um pouco mais naqueles palpites e trabalhar mais nessa aptidão de estudar pessoas e seus comportamentos;
Confesso que amo pessoas em suas decaídas, é incrível como a mente humana é capaz de se deplorar diante de um erro, insignificante que seja e de como a vida é um fio fino onde qualquer puxão demasiado pode romper a linha que nos liga a lucidez e a insanidade. Depois disso vieram mais livros, histórias que as pessoas me contavam e quando ouviam algo sobre psicopatia já vinham conversar comigo, pois sabiam que eu estaria pronta para debater qualquer dúvida. É um estudo constante que não para nem quando eu quero dormir, me pego observando as pessoas quase que diariamente como se eu quisesse conversar com cada uma delas e montar uma pesquisa como aquelas do ibope para determinar e classificar suas ações. Pode parecer loucura assim a primeira vista, mas é uma loucura do bem e para o bem e como eu pretendo apresentar minhas idéias eu ainda não tenho pensado nisso, a principio quero começar a por em prática aquilo que ando percebendo em um ano (quem me conhece e ler isso vai se surpreender, não aparento ser tão empenhada e acreditem..essa é a alma do negócio) porque quando as coisas fluem naturalmente parece que acontece.
Não sei se estou começando a ficar louca ou vivendo demais a realidade. Estou em um mix de arte e comportamento e me sinto tão bem nessa zona de conforto instável.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Voltando a rotina, sapacaxa e traição.
Um tempo para mim era tudo o que eu precisava desde que estudar, trabalhar e pensar tem sido insanamente a única coisa que eu tenho feito. Abandonei meu diário virtual (cá estou eu pedindo desculpas a mim), deixei projetos parados e sonhos não concluídos e que falta de comprometimento comigo mesma e com meus pensamentos, tudo diferente e que haja mais tempo para comigo mesma.
Ultimamente tenho me relacionado com meninas mais que incríveis, me refiro as meninas que participam do grupo Sapacaxa no facebook, onde fui colocada e nunca mais quis sair. São meninas bonitas, interessantes e com uma mente disposta a conversar sobre todo e qualquer assunto não somente refente ao mundo lésbico e sim ao mundo em suas fatalidades e boas sensações.
No sapacaxa parece que sempre surgem assuntos polêmicos e eu como boa comentarista sempre dou meu pitaco, sempre procuro ser direta no que falo porque afinal no mundo são sete bilhões de pessoas e eu não pretendo (nem consigo) agradar todas essas pessoas, no mínimo tento ser educada com as outras meninas que vão ler meu comentário. Recentemente ouve a seguinte pergunta postada pela Lariss
Ultimamente tenho me relacionado com meninas mais que incríveis, me refiro as meninas que participam do grupo Sapacaxa no facebook, onde fui colocada e nunca mais quis sair. São meninas bonitas, interessantes e com uma mente disposta a conversar sobre todo e qualquer assunto não somente refente ao mundo lésbico e sim ao mundo em suas fatalidades e boas sensações.
No sapacaxa parece que sempre surgem assuntos polêmicos e eu como boa comentarista sempre dou meu pitaco, sempre procuro ser direta no que falo porque afinal no mundo são sete bilhões de pessoas e eu não pretendo (nem consigo) agradar todas essas pessoas, no mínimo tento ser educada com as outras meninas que vão ler meu comentário. Recentemente ouve a seguinte pergunta postada pela Lariss
Pensando nisso resolvi aprofundar o assunto complementando o comentário acima com uma experiencia minha. Acho importante construir uma ideia sobre determinado assunto partindo de fatos reais.
Você pode trair e ainda assim continuar sendo uma boa pessoa. Moralistas, esperem até o final do comentário para as criticas muito bem aceitas. Para trair você não precisa de motivos e sim vontade, quando existe o desejo é que a traição acontece. Se é possível ou não perdoar uma traição eu não sei, depende do seu emocional traído e da disposição em ser desculpado do traidor. Uma coisa é certa e não adianta fingir todos nós nos sentimos atraídos de um modo ou outro, por tal ou qual seja o motivo ou a pessoa. Eu me apeguei tanto a esse tema traição que estou transformando essas histórias e comentários em laboratório para minha próxima peça, onde meu papel é uma moça doce e sensual que trai o marido e acada concluindo que é a pior experiencia da vida dela. A traição fez ela amar ainda mais o marido.
É isso o que eu quero saber como uma boa estudante da psicologia se é possível evitar uma traição, quais são as aspas que devem se colocar, as frases clichês de quem trai, motivos se eles são reais ou não. Se você tem uma boa história para contar e quer me ajudar nesse laboratório teatral por favor envie sua história (prefiro histórias de quem traiu e pior gostou) para leticiawildcat@gmail.com para que eu possa me aprofundar mais no assunto.
Meu post foi em homenagem ao Sapacaxa, espero comentário de vocês aqui hein meninas.
Beijos babies!
Você pode trair e ainda assim continuar sendo uma boa pessoa. Moralistas, esperem até o final do comentário para as criticas muito bem aceitas. Para trair você não precisa de motivos e sim vontade, quando existe o desejo é que a traição acontece. Se é possível ou não perdoar uma traição eu não sei, depende do seu emocional traído e da disposição em ser desculpado do traidor. Uma coisa é certa e não adianta fingir todos nós nos sentimos atraídos de um modo ou outro, por tal ou qual seja o motivo ou a pessoa. Eu me apeguei tanto a esse tema traição que estou transformando essas histórias e comentários em laboratório para minha próxima peça, onde meu papel é uma moça doce e sensual que trai o marido e acada concluindo que é a pior experiencia da vida dela. A traição fez ela amar ainda mais o marido.
É isso o que eu quero saber como uma boa estudante da psicologia se é possível evitar uma traição, quais são as aspas que devem se colocar, as frases clichês de quem trai, motivos se eles são reais ou não. Se você tem uma boa história para contar e quer me ajudar nesse laboratório teatral por favor envie sua história (prefiro histórias de quem traiu e pior gostou) para leticiawildcat@gmail.com para que eu possa me aprofundar mais no assunto.
Meu post foi em homenagem ao Sapacaxa, espero comentário de vocês aqui hein meninas.
Beijos babies!
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