- Minha vontade era de ligar, sabe..
- E dizer o que?
- Não dizer nada, ouvir ela falar.
Eu aprendo dia-a-dia da maneira mais racional possível a não lidar com segundas opções, por uma explicação bem simples: elas não existem.
Não vai haver outro momento como aquele, essa é a certeza que eu carrego em meio a tanto desespero. Estou retrocedendo, sentimentalmente. Me culpe você que nunca olhou para trás e viu quanto perdeu, porque deixou escapar por um motivo tão pequeno, apelou por fugir e acabou se perdendo na própria fuga. Ora Deus! Cadê aquele consolo do pai! Sinceramente, eu espero que você não leia isso.
Nós sabemos quão complicado pode ser a decisão de voltar atrás por algo que foi tua culpa ser deixado, é uma decisão que eu questiono, mas que está tomada e eu não voltarei atrás na minha decisão. Meus queridos leitores e amigos, acompanharam aqui uma saga de textos incompreensíveis sobre uma escolha mal tomada. Me deem motivos, não escolhas.. pois acabo sempre escolhendo as mesmas coisas, mesmas coisas erradas.
Agora é tarde demais para voltar, não me questione com um "nunca é tarde", defina sua certeza de tempo. O hoje para mim é tarde, o ontem passou e o amanhã não existe. Então porque fico inconformada escrevendo freneticamente sobre essas perspectivas frustadas de futuro, percebam que eu não apenas escrevo e me coloco no lugar de leitora, então fico me perguntando e me respondendo e no final das contas eu termino um belo interrogatório e um texto incógnita que responde o óbvio e deixa pressuposto o que eu realmente sinto.
Me sinto velha escrevendo textos assim, parece que eu estou aqui cinquenta anos, sentada numa cadeira que range, estou revendo fotos antigas e sorrindo; Quando de repente bate um vento. A foto voa. E gentilmente você está lá frente a mim, como eu te imagino agora e num suspiro toda aquela imagem desaparece e eu desabo ao relento da sacada de casa, enquanto você está por ai.. Eu sei dos meus erros e eu não sei em medidas exatas quanto eu errei ao questionar-me sobre a minha maior certeza. É impagável a dívida comigo mesma, um acerto de contas em que é um débito exclusivamente comigo.
Durante esses meses eu tenho aproveitado tudo o que a vida tem me dado, de que adianta se aqui eu apelo pela única coisa que eu quero e ela tirou de mim, na verdade eu a entreguei para a vida e deixei que fosse.. que não voltasse, partisse de mim e me deixasse. Me deixou, partiu e mesmo assim ficou.
Você foi a escolha mais certa que eu fiz na vida. Te ter de novo seria um erro, não se existe uma segunda chance.. Não está existindo nem chance, quem me dera segunda.. Quem sabe numa segunda qualquer, a gente converse e não mais se fale. Quem sabe numa chance da vida te trás pra mim nega, quem sabe numa segunda eu não embarque para longe daqui e escolha ficar longe.. só pra ter a chance de admirar a escolha que a vida te deu, de não me levar mais pra perto de você.
Música enquanto escrevo: http://www.youtube.com/watch?v=b3c32wBYdU0
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Estamos fechados.

Pensando naquelas grandes promoções que oferecem descontos enormes para os produtos que um dia já foram caros, mas hoje ninguém se esforça muito para tê-los pois estão ultrapassados e desvalorizados. É incrível como a roda do comércio funciona. Esses descontos atraem mesmo muita gente, oferta barata é certeza de povo interessado e sem condições de pagar o preço que vale.
Eu estava numa grande liquidação de mim mesma, me deixei abaixar tanto. Percebi que estava recebendo muito pouco por aquilo que eu sei que valho, deixei que levassem a mim em uma parcela apenas, uma pequena parcela de mim a quem estivesse disposto a estar comigo e não precisava se esforçar tanto assim. Comecei a me preocupar quando eu olhei no espelho e vi aquele reflexo cansado e abatido, cabisbaixo e sem perspectiva.
O ano mudou e a única coisa que sinto de diferente são as datas, os compromissos. Mudei apenas meu desejo de lutar pelas coisas, eu estou deixando que meus afazeres sejam maiores do que os prazeres e está bom assim. Eu cansei do beijo, estou cansada do volume alto, da batida envolvente da balada e me entrego a madrugadas como essa em que eu me inspiro para escrever a partir da minha própria desilusão. Que metódico uma escritora que digita seus melhores textos assim, emocionalmente abalada.
Meu cabelo desarrumado, meu vestido velho e o bom copo de café do lado. Parece clichê para você? Pois pra mim tornou-se rotina indispensável. Amanhã já é sexta-feira e eu só consigo pensar se eu vou conseguir acordar, e me sentindo bem de preferência porque eu preciso expor um sorriso por mais caído e fraco que seja. Não quero omitir a tristeza que em mim reside, só vou impor a felicidade que eu realmente deveria estar sentindo agora, quanta injustiça! Só que nem só de tristeza vivo eu, consigo no meio de todos esses problemas achar um motivo pequeno que seja para sorrir, essa capacidade nunca me falha.. nunca me deixou na mão pelo menos até hoje.
A questão é que a liquidação acabou. Todos os exemplares de mim já estão vendidos, muito mal vendidos digo. Sinto muito por não estar mais aqui, mas eu estou fechada a possibilidades emocionais. Tenho objetivos a serem cumpridos e não quero pessoas e seus sentimentos perto de mim, não vou me tornar uma daquelas pessoas velhas sentadas na cadeira de ranger, olhando fotos dos amigos que não estão ali e procurando motivos para uma família que não a rodeia. Tudo o que eu realmente preciso é de um tempo, e esse tempo chegou e está nas minhas mãos, eu vou voar para longe e me dei a oportunidade de falir. Eu fali de sentimentos e enriqueci de sobriedade, lucidez e força.
"Sinto muito, estamos fechados. Não volte amanhã, larguei tudo isso aqui e fui viver".
música enquanto escrevo: http://www.youtube.com/watch?v=daGcpvxPbCo
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Defina
A tempos eu estava procurando uma situação para esse texto, definir situações. Desde pequena eu sou aconselhada a fazer coisas certas, orientada a nunca cometer as erradas e ai entra a minha dúvida do que eu devo observar como certo e errado e o que de fato se encaixa nesse padrão de definição. Não que eu esteja interessada em catalogar a essa "altura da vida" o que é certo ou errado, eu pouco me importo, mas eu realmente gosto de tentar entender certas coisas.
Ultimamente eu tenho usado a palavra defina em várias situações da minha vida, porque eu realmente não quero que as coisas tenham um padrão e sim uma descrição, algo que eu possa analisar e não determinar de fato. Existe um motivo pelo qual eu não gosto de matérias exatas, tudo é muito previsível e chegar a um resultado final por um caminho apenas não me parece atraente, os tropeços do caminho, os arranjos e os métodos tão toda diferença no rumo do problema. Odeio problemas. Eu prefiro coisas práticas e fáceis de se ter, mas eu me considero uma incógnita na equação e para resolver algo primeiro tem que descobrir o meu valor e qual a minha função.
Inevitável não pensar em tudo o que você falou de mim, que eu não levo nada a sério e que eu nunca vou mudar, mas me defina o que é "não levar nada a sério", o que de verdade você espera que eu leve, qual seriedade eu tenho que carregar. É tão fácil dizer, mas defina para mim as característica e diga-me o que realmente quer dizer, não sobreponha nada e seja direta, as "indiretas" não servem para mim porque eu procuro o óbvio e não o que está mesclado nas suas palavras.
O que nós procuramos durante a vida, quais tipos de descrições nós deveríamos pedir quando nos sentirmos confusos. No momento a única definição que procuro é do seu cheiro na minha camisa, do seu sorriso em meus lábios e dos seus cafunés no meu cabelo. Eu não preciso de definição para algo tão óbvio, mas é bom descrever momentos como esse.
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Ultimamente eu tenho usado a palavra defina em várias situações da minha vida, porque eu realmente não quero que as coisas tenham um padrão e sim uma descrição, algo que eu possa analisar e não determinar de fato. Existe um motivo pelo qual eu não gosto de matérias exatas, tudo é muito previsível e chegar a um resultado final por um caminho apenas não me parece atraente, os tropeços do caminho, os arranjos e os métodos tão toda diferença no rumo do problema. Odeio problemas. Eu prefiro coisas práticas e fáceis de se ter, mas eu me considero uma incógnita na equação e para resolver algo primeiro tem que descobrir o meu valor e qual a minha função.
Inevitável não pensar em tudo o que você falou de mim, que eu não levo nada a sério e que eu nunca vou mudar, mas me defina o que é "não levar nada a sério", o que de verdade você espera que eu leve, qual seriedade eu tenho que carregar. É tão fácil dizer, mas defina para mim as característica e diga-me o que realmente quer dizer, não sobreponha nada e seja direta, as "indiretas" não servem para mim porque eu procuro o óbvio e não o que está mesclado nas suas palavras.
O que nós procuramos durante a vida, quais tipos de descrições nós deveríamos pedir quando nos sentirmos confusos. No momento a única definição que procuro é do seu cheiro na minha camisa, do seu sorriso em meus lábios e dos seus cafunés no meu cabelo. Eu não preciso de definição para algo tão óbvio, mas é bom descrever momentos como esse.
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"Defina-me ou devoro-te"
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
OO:O1
Eu creio que me recorde do primeiro minuto do ano de dois mil de doze, a mil e tantos minutos atrás. Sempre soa com um ar de esperança, renovação e perspectiva. Todos os meus desejos do primeiro minuto foram de dispersando conforme os dias foram passando e no final das contas eu me vi sendo surpreendida pelas minhas próprias realizações pessoais.
É estudo, é curso, trabalho e amizades se consolidando dia-após-dia. Não que seja importante ou necessário lembrar, mas decepções fizeram parte de mim esse ano e não estavam no primeiro minuto, ainda bem..elas estavam nos minutos seguintes a ele quando não havia mais nenhuma perspectiva de nada, talvez seja assim que as coisas ruins funcionem, afinal você nunca as deseja e mesmo assim se tornam parte das suas realizações. Sei também que meus textos foram poucos, mas intensos e bem descritivos do que eu sentia e eu devo ter sido assim o ano todo "intensa e descritiva", meio metódica, mas sempre mantendo a linha de raciocínio e pondo a frente sempre os objetos reais e depois os sonhados.
Senti falta de escrever um conto, um conto que contasse as coisas que me contaram esse ano. É quase seguindo a linha do "quem conta um conto, aumenta um ponto" e eu queria aumentar pontos e criar contos até as pessoas contarem o que eu escrevi e sucessivamente se criaria um ciclo de pessoas que contam a vida dos outros, porque basicamente esse ano se resumiu ao "mexirico". Falar da vida das pessoas é um dom, graças a Deus me abstenho dessa graça cedida a nós humanos.
Com os sentimentos dentro de uma montanha russa, dentre os altos e baixos me deparei caindo num lupping por estar sem nada que me segurasse e foi ai que me dei conta que é fácil estar nas subidas e decidas da vida, mas quando ela resolve te virar a cabeça é necessário estar preparado e sem a proteção necessária dei-me de cara com o chão, com a desilusão e quebrei fortemente todos os pedaços já quebrados. De um grande amor a um grande nada, assim encerro esse parágrafo de um amor que não é para ser contado nesse texto.
Ai, se eu pudesse voltar aos desejos do primeiro minuto talvez eu não tivesse desejado nada de diferente. Não escolheria nenhuma outra rota, nenhuma outra decepção e deixaria esse ano inteirinho como foi, até o último minuto. Arrependimentos existiram por conta de coisas que eu não fiz, ou talvez que deveria ter feito antes e a minha maior covardia foi me dar o direito de sentir grandes prazeres, além da minha capacidade de recepção, ultrapassei os limites de mim mesma e me permiti sentir, quão mal poderia ter me causado se eu negasse a mim esses desejos e tremendas as consequências que eu sofri ao realiza-los.
Treze é o meu número sortudo, e dessa vez antes de ser o primeiro minuto eu procurarei ser rápida e desejarei nos primeiros treze segundos. E dai pode até surgir em mim mesma a indagação: "Mas porque ser tão rápida consigo mesma?".. É porque eu não quero perder nem um minuto a mais pensando sendo que eu poderia estar fazendo.
Que venha 2013, venha forte!
É estudo, é curso, trabalho e amizades se consolidando dia-após-dia. Não que seja importante ou necessário lembrar, mas decepções fizeram parte de mim esse ano e não estavam no primeiro minuto, ainda bem..elas estavam nos minutos seguintes a ele quando não havia mais nenhuma perspectiva de nada, talvez seja assim que as coisas ruins funcionem, afinal você nunca as deseja e mesmo assim se tornam parte das suas realizações. Sei também que meus textos foram poucos, mas intensos e bem descritivos do que eu sentia e eu devo ter sido assim o ano todo "intensa e descritiva", meio metódica, mas sempre mantendo a linha de raciocínio e pondo a frente sempre os objetos reais e depois os sonhados.
Senti falta de escrever um conto, um conto que contasse as coisas que me contaram esse ano. É quase seguindo a linha do "quem conta um conto, aumenta um ponto" e eu queria aumentar pontos e criar contos até as pessoas contarem o que eu escrevi e sucessivamente se criaria um ciclo de pessoas que contam a vida dos outros, porque basicamente esse ano se resumiu ao "mexirico". Falar da vida das pessoas é um dom, graças a Deus me abstenho dessa graça cedida a nós humanos.
Com os sentimentos dentro de uma montanha russa, dentre os altos e baixos me deparei caindo num lupping por estar sem nada que me segurasse e foi ai que me dei conta que é fácil estar nas subidas e decidas da vida, mas quando ela resolve te virar a cabeça é necessário estar preparado e sem a proteção necessária dei-me de cara com o chão, com a desilusão e quebrei fortemente todos os pedaços já quebrados. De um grande amor a um grande nada, assim encerro esse parágrafo de um amor que não é para ser contado nesse texto.
Ai, se eu pudesse voltar aos desejos do primeiro minuto talvez eu não tivesse desejado nada de diferente. Não escolheria nenhuma outra rota, nenhuma outra decepção e deixaria esse ano inteirinho como foi, até o último minuto. Arrependimentos existiram por conta de coisas que eu não fiz, ou talvez que deveria ter feito antes e a minha maior covardia foi me dar o direito de sentir grandes prazeres, além da minha capacidade de recepção, ultrapassei os limites de mim mesma e me permiti sentir, quão mal poderia ter me causado se eu negasse a mim esses desejos e tremendas as consequências que eu sofri ao realiza-los.
Treze é o meu número sortudo, e dessa vez antes de ser o primeiro minuto eu procurarei ser rápida e desejarei nos primeiros treze segundos. E dai pode até surgir em mim mesma a indagação: "Mas porque ser tão rápida consigo mesma?".. É porque eu não quero perder nem um minuto a mais pensando sendo que eu poderia estar fazendo.
Que venha 2013, venha forte!
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Quantas vezes nós nascemos com o sol
Eu havia passado a noite em claro, o sono nem se quer me procurou e rendida a noite pairou pelo próprio desejo de ideias e inspiração. É complicado ver o mundo desse jeito, escuro, a noite e sem perspectiva de barulho. A sonoridade do ambiente faz toda diferença, a ausência do som não causa paz, trás desespero e que seja confortante assim ouvir um "Eu te amo" meio que em falso do que um silêncio duradouro.
Não da para contar as inúmeras vezes que olhava para o relógio e sentia as horas lentas, adormecidas e tão preguiçosas quanto quem as olhava passar. Eu aqui parada esperando que tudo passasse rápido sendo que eu mesma estava privando-me de qualquer movimento brusco.
Nunca entendi muito bem o porque dos meus melhores textos serem escritos de madrugada, uma das minhas sugestões lógicas é que ao invés de sonha-los eu os escrevo e assim cria-se uma corrente de imaginação que é literalmente aquilo que nós chamamos de "tornar real o que sonhamos". Bem, eu chamo de tornar literário aquilo que imagino, e a hora que escrevo este texto não é mais de madrugada..então que ideias nasceram junto com essa luz, porque escrever de manhã é quase como me pedir para dormir a noite. Acontece que a inspiração não tem hora, hoje fui a sacada de casa e acompanhei o nascer do sol mais bonito que eu jamais pude imaginar ver, me encheu de vida aquele simples gesto de ver crescer a luz. Sempre tão guiada pelo escuro da noite, ter como rebate a luz do sol é engrandecedor, abre portas e janelas te faz uma casa iluminada, senti cada ponto do meu corpo mais quente e cada parte da minha alma liberta.
Hoje eu simplesmente tive uma noite de altos e baixos, várias conversas e muitos esclarecimentos. Decidi algumas coisas que já estavam decididas, mas não com confiança. Eu levantei da cama sentindo vontade de ir a feira, comprar um pastel, maçã verde e ver aquelas senhoras bem velinhas fofocando de como a vizinha é barulhenta, como o jovem é mal educado e cada pequena ação hoje está tendo um enorme significado.
A beleza de começar um dia como o de hoje, acordar se sentindo parte do mundo e não mais uma moradora dele. Poucas pessoas compartilham da beleza de estarem bem, quererem bem e hoje eu que sempre acordo mal humorada, emburrada e insatisfeita tive um perfeito tapa nos dois lados da face, porque um nascer do sol me mostrou quanto de mim há para ser explorado e como perco tempo deixando envolver-me por esse clichê de pessoas que acordam, fazem suas ações diárias e vão dormir sem perspectivas nenhuma. Quantas vezes você já nasceu com o sol, se quis tão bem.
Bom dia, o dia todo, todos os dias bons da vida começaram hoje.
domingo, 25 de novembro de 2012
Sábado a noite
Tenho certeza que num sábado a noite sozinha e em casa você costuma se questionar por quais razões você, bonita, inteligente e atraente está fazendo sozinha sentada na frente do computador vendo sua série favorita, enquanto seus amigos estão pelos bares e baladas socializando e tornando seus jovens momentos inesquecíveis, ou totalmente esquecidos por conta da bebida. Você começa a pensar naquela menina que flerta a algum tempo e logo em seguida ela posta uma foto via dispositivo móvel, junto com aquela menina que você sabe que ela fica as vezes. É tão óbvio que aquilo aconteceria que você deixa o clichê de lado e parte para a apelação das drogas pessoais: Cigarros e café.
Até que você percebe que já passou muitas sextas, sábados e domingos em casa. Aquela menina que saia na sexta e voltava apenas para se arrumar par um novo role, você até que está bem paradinha né fia? Está se preocupando com coisas mais importantes, guardando dinheiro e porque não mais pensativa e menos impulsiva como geralmente é na mesa do bar.
Se eu soubesse que noites assim seriam constantes eu teria ficado mais tempo em casa, é nesses momentos que eu afloro minha imaginação e escrevo sem parar, sem pensar e vírgula após vírgula eu vejo os sentidos se encorporando e ai é complicado arrumar um ponto final. Na história da minha vida, nem sempre fui a principal personagem. Das mulheres que eu já beijei, apenas uma delas me rendeu uma boa história, baseada em um terrível fato que ela me proporcionou.
Já pararam para pensar que tudo aquilo que é louco, inconsequente, maldoso e desnecessário é o que nos atrai? O amor, a confiança, o carinho ainda são as principais características que se busca em uma pessoa, mas espera só aparecer uma louca desvairada que vai revirar a sua vida e ainda por cima te deixar querendo mais e quanto mais tentar se livrar, mais ela estará ali e você como uma criança vai em busca daquilo que deseja e sem sentir medo entrega-se independente do mal que lhe faça.
Fazia muito tempo que eu não escrevia, e diferentemente das outras vezes ao invés do blog eu escolhi o meu bloco de notas. Vazio e branco, sem qualquer outra distração visual as letras foram juntando-se na tela e eu parecia apenas ter que contorna-las. Mulheres tiram minha paciência e minhas ideias. Mulher na verdade é aquilo que mais me tira as coisas e na maioria das vezes não adiciona em nada, porque mulher que é mulher sabe deixar a sua marca e determinar o seu ponto de partida, sempre as espero, nunca elas voltam.
Tenho a mania de apaixonar-me por várias mulheres, entendam como quiser, mas eu sempre vou estar apaixonada. Sempre vou galantear uma mulher e não pense que os termos antigos não remetem ao que realmente faço. Sou um cavalheiro, de fraque e gravata borboleta se preciso. As minhas paixões são questionáveis, de momento e intensas. Eu mais flerto do que beijo, mais admiro do que falo e eu imagino muito mais do que toco..Eu gosto da minha imaginação, quando o momento se torna real é satisfatório perceber até onde ela pode ir.
A cada mulher que eu conheço, um pouco de mim vai embora..Quantas vezes vou ter que me apaixonar até sumir?
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Traçando uma rota aleatória
Eu estou sentindo uma pequena necessidade de desaparecer desse caminho traçado junto as minhas escolhas, quero apenas criar uma rota de fuga caso alguma decisão saia do meu controle. Tenho a irritante mania de planejar as coisas que faço, programo meus horários, os lugares e com quem eu devo estar. Se você observar pelo meu lado é a coisa mais exata a se fazer, dependendo do momento chega a ser necessário ter toda a preparação para estar ali, não se trata do fato de organizar ou não as coisas e sim de quando as coisas se bagunçam por si só.
Quero apenas uma razão para acreditar em porque não posso estar bem do jeito que estou, tenho motivos meus para minhas atitudes e eu sou tão egoísta quando digo que eu não me importo se isso fere ou machuca alguém, mas é a pura verdade quero saber o que é pensar em mim. Em todo esse tempo que estive com pessoas, apaixonada ou não sempre estava ali pela pessoa fazendo ela se sentir o rei\rainha do mundo e cuidava para que tudo estivesse ao alcance dela sem que precisasse se movimentar muito, gosto de dar comodismo as pessoas e é surpreendente como elas não se importar em correr atrás de algo quando se sentem confortáveis em seu próprio ego.
Posso dizer que em dois meses a minha vida deu um salto da estaca zero para um patamar tão alto quanto o céu, se eu cair daqui vou me machucar feio e a noção de que isso possa acontecer as vezes me faz pensar um pouco mais antes de querer dar um outro salto desses. Estive\Estou com pessoas incríveis e aconchegantes que eu quero preservar perto de mim. Eu estava desacreditada de que as pessoas mexessem comigo novamente, me permito sentir de novo, machucar de novo e estar ao lado de alguém quando a hora for precisa.
Tenho uma síndrome de conhecer pessoas complicadas ou que tragam alguma complicação a minha forma de pensar e agir, é surreal como isso acontece com frequência. Gosto de pessoas que respeitem o espaço das outras, partilhem gostos e deixem a vida seguir sem forçar situações, exigir palavras e ações. Antes eu buscava o carinho das pessoas e hoje em dia quero que elas permitam se amar em primeiro lugar e dividam comigo esse amor próprio, que não se desmereçam de maneira alguma, é bom estar ao lado de pessoas que nos passam o amor delas mesmas, me faz sentir que devo me amar mais.
Essa rota aleatória trata-se de como meus gostos se adaptaram a essa nova fase da minha vida, está sendo difícil e por isso concluo precipitadamente que estou no caminho certo já que conforme crescemos ganhamos novos desafios e precisamos de mais motivação para vence-los.
"Sabe quando a vida ta boa demais para parar?
Aquele amor para sempre começa a dispersar,
teus pensamentos singelos afloram e te trazem coisas boas.
Começa a rezar, pede a tua entidade proteção e ama-te como única opção,
é do egoísmo que nasce a divisão para dois.
Primeiro eu meu amor, o nós vem depois."
Música que me inspirou enquanto eu escrevia: Portishead - Glory Box
Quero apenas uma razão para acreditar em porque não posso estar bem do jeito que estou, tenho motivos meus para minhas atitudes e eu sou tão egoísta quando digo que eu não me importo se isso fere ou machuca alguém, mas é a pura verdade quero saber o que é pensar em mim. Em todo esse tempo que estive com pessoas, apaixonada ou não sempre estava ali pela pessoa fazendo ela se sentir o rei\rainha do mundo e cuidava para que tudo estivesse ao alcance dela sem que precisasse se movimentar muito, gosto de dar comodismo as pessoas e é surpreendente como elas não se importar em correr atrás de algo quando se sentem confortáveis em seu próprio ego.
Posso dizer que em dois meses a minha vida deu um salto da estaca zero para um patamar tão alto quanto o céu, se eu cair daqui vou me machucar feio e a noção de que isso possa acontecer as vezes me faz pensar um pouco mais antes de querer dar um outro salto desses. Estive\Estou com pessoas incríveis e aconchegantes que eu quero preservar perto de mim. Eu estava desacreditada de que as pessoas mexessem comigo novamente, me permito sentir de novo, machucar de novo e estar ao lado de alguém quando a hora for precisa.
Tenho uma síndrome de conhecer pessoas complicadas ou que tragam alguma complicação a minha forma de pensar e agir, é surreal como isso acontece com frequência. Gosto de pessoas que respeitem o espaço das outras, partilhem gostos e deixem a vida seguir sem forçar situações, exigir palavras e ações. Antes eu buscava o carinho das pessoas e hoje em dia quero que elas permitam se amar em primeiro lugar e dividam comigo esse amor próprio, que não se desmereçam de maneira alguma, é bom estar ao lado de pessoas que nos passam o amor delas mesmas, me faz sentir que devo me amar mais.
Essa rota aleatória trata-se de como meus gostos se adaptaram a essa nova fase da minha vida, está sendo difícil e por isso concluo precipitadamente que estou no caminho certo já que conforme crescemos ganhamos novos desafios e precisamos de mais motivação para vence-los.
"Sabe quando a vida ta boa demais para parar?
Aquele amor para sempre começa a dispersar,
teus pensamentos singelos afloram e te trazem coisas boas.
Começa a rezar, pede a tua entidade proteção e ama-te como única opção,
é do egoísmo que nasce a divisão para dois.
Primeiro eu meu amor, o nós vem depois."
Música que me inspirou enquanto eu escrevia: Portishead - Glory Box
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