terça-feira, 9 de outubro de 2012

Traçando uma rota aleatória

Eu estou sentindo uma pequena necessidade de desaparecer desse caminho traçado junto as minhas escolhas, quero apenas criar uma rota de fuga caso alguma decisão saia do meu controle. Tenho a irritante mania de planejar as coisas que faço, programo meus horários, os lugares e com quem eu devo estar. Se você observar pelo meu lado é a coisa mais exata a se fazer, dependendo do momento chega a ser necessário ter toda a preparação para estar ali, não se trata do fato de organizar ou não as coisas e sim de quando as coisas se bagunçam por si só.
Quero apenas uma razão para acreditar em porque não posso estar bem do jeito que estou, tenho motivos meus para minhas atitudes e eu sou tão egoísta quando digo que eu não me importo se isso fere ou machuca alguém, mas é a pura verdade quero saber o que é pensar em mim. Em todo esse tempo que estive com pessoas, apaixonada ou não sempre estava ali pela pessoa fazendo ela se sentir o rei\rainha do mundo e cuidava para que tudo estivesse ao alcance dela sem que precisasse se movimentar muito, gosto de dar comodismo as pessoas e é surpreendente como elas não se importar em correr atrás de algo quando se sentem confortáveis em seu próprio ego.
Posso dizer que em dois meses a minha vida deu um salto da estaca zero para um patamar tão alto quanto o céu, se eu cair daqui vou me machucar feio e a noção de que isso possa acontecer as vezes me faz pensar um pouco mais antes de querer dar um outro salto desses. Estive\Estou com pessoas incríveis e aconchegantes que eu quero preservar perto de mim. Eu estava desacreditada de que as pessoas mexessem comigo novamente, me permito sentir de novo, machucar de novo e estar ao lado de alguém quando a hora for precisa.
Tenho uma síndrome de conhecer pessoas complicadas ou que tragam alguma complicação a minha forma de pensar e agir, é surreal como isso acontece com frequência. Gosto de pessoas que respeitem o espaço das outras, partilhem gostos e deixem a vida seguir sem forçar situações, exigir palavras e ações. Antes eu buscava o carinho das pessoas e hoje em dia quero que elas permitam se amar em primeiro lugar e dividam comigo esse amor próprio, que não se desmereçam de maneira alguma, é bom estar ao lado de pessoas que nos passam o amor delas mesmas, me faz sentir que devo me amar mais.
Essa rota aleatória trata-se de como meus gostos se adaptaram a essa nova fase da minha vida, está sendo difícil e por isso concluo precipitadamente que estou no caminho certo já que conforme crescemos ganhamos novos desafios e precisamos de mais motivação para vence-los.

"Sabe quando a vida ta boa demais para parar?
Aquele amor para sempre começa a dispersar,
teus pensamentos singelos afloram e te trazem coisas boas.
Começa a rezar, pede a tua entidade proteção e ama-te como única opção,
é do egoísmo que nasce a divisão para dois.
Primeiro eu meu amor, o nós vem depois." 


Música que me inspirou enquanto eu escrevia: Portishead - Glory Box

sábado, 1 de setembro de 2012

Instável

Ontem escrevi um texto enorme, lindo e que demonstrava realmente tudo o que eu estou sentindo nesse último mês. Quando terminei o texto eu li, reli e li de novo e quando menos percebi eu havia selecionado o texto todo e deletado, assim sem motivo algum. Talvez eu esteja querendo preservar mais minha identidade já que aquele texto estava contendo assuntos censurados, não me sinto confortável em escrever e publicar coisas tão pessoais, mas senti vontade e não consegui aquietar meus pensamentos sem antes escrever algo tão próximo a essa intimidade para que eu pudesse publicar, compartilhar e finalmente desabar em mim mesma e ficar bem.

Vamos lá conversar. Bem, eu estou ouvindo Coldplay - Fix you e confesso que essa música além de verdadeira transpareceu em mim um sentimento de carência que eu jamais podia imaginar que existisse, algo muito parecido com o medo de estar sozinha, alinhado a ideia de que essa é a minha condição atual. Não  digo sozinha no sentido de abandonada, escrachada é que eu somente estou seguindo por minhas próprias pernas e traçando um caminho com minhas escolhas tão minhas que as vezes sinto elas inconsequentes, nunca pensei muito para agir e agora eu estou agindo para não pensar. Não paro um segundo se quer de pensar nem quando eu durmo consigo descansar, estou tentando me concertar para melhorar e me conhecer, os erros que eu cometi desencadearam uma série de outras características formadoras de personalidade e agora tenho que descobrir quem eu sou, ou se isso era o que eu era e nunca fui capaz de perceber.
Uma terapia para mim é escrever sem medir muito as palavras. Conforme elas vão saindo consigo ver a forma que estou dando ao texto, se devo parar ou seguir e como devo me inspirar para escrever.

Tentei concertar situações que não estavam quebradas, mas elas não existiam e eu estava insistindo em algo que eu nunca deveria ter começado. Começar um acerto de modo errado, somente eu consigo essa capacidade de criar uma situação perfeita baseada num erro pessoal, egoísta que eu sou e calculista que me tornei a partir dessa atitude. Confesso que perdi um pouco do meu sentimento quando comecei com isso e recupera-lo a essa altura do campeonato onde tudo que aconteceu sinto uma invalidez em tentar mudar isso, deixo de lado, é um pouco de acomodação, mas se não atrapalha não tem porque mexer.
Estou ansiosa porque nesse mês de setembro estréia a sétima temporada da série  Dexter e meu mundo para quando essa série começa. Por doze semanas eu entro numa espécie de transe pessoal e é nesse momento que eu me identifico mais comigo mesma e consigo pensar sem estar estressada, Dexter é um calmante natural para mim e me sinto confortável quando assisto, pois assim como ele eu não quero ser notada, mas quero fazer a diferença para mim mesma.

Um dia ou outro vou chorar, me desesperar e até mesmo pensar em abandonar tudo o que construí. Só que ai eu paro, respiro e sigo em frente porque um pouco de raciocínio as vezes não faz mal a ninguém, eu já fui emotiva demais e agora não quero perder tempo com o coração. Deixo o sentimento me guiar a medida que a razão permitir, porque a gente morre de amor sim e eu quero continuar viva, bem viva e nem que para isso não exista amor, só que ele vai estar e eu vou se novo me entregar..

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Arte, morte e lucidez.

A minha vida se divide em duas grandes e insaciáveis paixões: o teatro e a psicologia. Confesso que a escrita é um grande hobbie, mas não chega nem aos pés do que eu sinto estando em um palco ou lendo um livro sobre comportamento humano. Emoções épicas que atingem o topo do meu sentimento, causam estranho arrepio como esse que eu sinto agora escrevendo sobre o assunto.
Para deixa-los mais informados essas distintas paixões estão ligadas, sabe-se Deus o porque isso acontece, mas me sinto em plena incapacidade de abandonar ambas. Preciso das duas e o pior, ao mesmo tempo.

Comecei a me apaixonar pelo teatro com apenas dez anos de idade, musicais sempre foram meu forte e eu amava ver aquelas mulheres deslumbrantes, os homens em seus fraques impecáveis com uma rosa vermelha no bolso. Por sorte eu pude conhecer de "perto" o trabalho musical de artistas desconhecidos até mesmo os famosos mundialmente, graças ao grande acervo musical do meu ex diretor Rogério. Logo após passar por um período afastada do teatro musical pude perceber que eu não resistiria, não conseguiria e não iria suportar ficar sem o teatro. Faz parte de mim, corre em minha veias e é surreal como eu me sinto sempre que posso estar perto de um palco, de alguma sala de ensaio. Recentemente uma obsessão literária veio a tona, desde o ano passado encenamos crônicas de Nelson Rodrigues - A vida como é ela pela Fundec e com direção de Mario Persico,  desde então a vida passou a ter a seguinte definição: "Existe o lado comum de viver a vida e o lado anos 50 de Nelson Rodrigues e convenhamos que traição, morte e sexo é muito mais interessante do que um cineminha de final de semana".Um pouco mais do que nos anos anteriores tenho me dedicado com carinho a esse papel, preparado um laboratório para ambos personagens que irei interpretar. A alma está em viver o seu personagem, entregar-se cem por cento a situação. Me sinto completa agora, um pouco deslocada, mas atenta o suficiente para  reagir em palco a expectativa própria de como devo ser como personagem.

Logo na mesma época do teatro comecei a perceber a facilidade que eu tinha em dar palpites quase que certeiros sobre determinadas situações, um pouco mais do que curiosa eu queria estar a frente do assunto para estuda-lo e por fim entregar minha conclusão, era quase um tcc só que menos complexo e mais objetivo. Com a chegada da série Dexter (2007) eu pude me aprofundar um pouco mais naqueles palpites e trabalhar mais nessa aptidão de estudar pessoas e seus comportamentos;
Confesso que amo pessoas em suas decaídas, é incrível como a mente humana é capaz de se deplorar diante de um erro, insignificante que seja e de como a vida é um fio fino onde qualquer puxão demasiado pode romper a linha que nos liga a lucidez e a insanidade. Depois disso vieram mais livros, histórias que as pessoas me contavam e quando ouviam algo sobre psicopatia já vinham conversar comigo, pois sabiam que eu estaria pronta para debater qualquer dúvida. É um estudo constante que não para nem quando eu quero dormir, me pego observando as pessoas quase que diariamente como se eu quisesse conversar com cada uma delas e montar uma pesquisa como aquelas do ibope para determinar e classificar suas ações. Pode parecer loucura assim a primeira vista, mas é uma loucura do bem e para o bem e como eu pretendo apresentar minhas idéias eu ainda não tenho pensado nisso, a principio quero começar a por em prática aquilo que ando percebendo em um ano (quem me conhece e ler isso vai se surpreender, não aparento ser tão empenhada e acreditem..essa é a alma do negócio) porque quando as coisas fluem naturalmente parece que acontece.

Não sei se estou começando a ficar louca ou vivendo demais a realidade. Estou em um mix de arte e comportamento e me sinto tão bem nessa zona de conforto instável.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Voltando a rotina, sapacaxa e traição.

Um tempo para mim era tudo o que eu precisava desde que estudar, trabalhar e pensar tem sido insanamente a única coisa que eu tenho feito. Abandonei meu diário virtual (cá estou eu pedindo desculpas a mim), deixei projetos parados e sonhos não concluídos e que falta de comprometimento comigo mesma e com meus pensamentos, tudo diferente e que haja mais tempo para comigo mesma.

Ultimamente tenho me relacionado com meninas mais que incríveis, me refiro as meninas que participam do grupo Sapacaxa no facebook, onde fui colocada e nunca mais quis sair. São meninas bonitas, interessantes e com uma mente disposta a conversar sobre todo e qualquer assunto não somente refente ao mundo lésbico e sim ao mundo em suas fatalidades e boas sensações.
No sapacaxa parece que sempre surgem assuntos polêmicos e eu como boa comentarista sempre dou meu pitaco, sempre procuro ser direta no que falo porque afinal no mundo são sete bilhões de pessoas e eu não pretendo (nem consigo) agradar todas essas pessoas, no mínimo tento ser educada com as outras meninas que vão ler meu comentário. Recentemente ouve a seguinte pergunta postada pela Lariss

A minha singela resposta e comentário sobre a questão foi


Pensando nisso resolvi aprofundar o assunto complementando o comentário acima com uma experiencia minha. Acho importante construir uma ideia sobre determinado assunto partindo de fatos reais.

Você pode trair e ainda assim continuar sendo uma boa pessoa. Moralistas, esperem até o final do comentário para as criticas muito bem aceitas. Para trair você não precisa de motivos e sim vontade, quando existe o desejo é que a traição acontece. Se é possível ou não perdoar uma traição eu não sei, depende do seu emocional traído e da disposição em ser desculpado do traidor. Uma coisa é certa e não adianta fingir todos nós nos sentimos atraídos de um modo ou outro, por tal ou qual seja o motivo ou a pessoa. Eu me apeguei tanto a esse tema traição que estou transformando essas histórias e comentários em laboratório para minha próxima peça, onde meu papel é uma moça doce e sensual que trai o marido e acada concluindo que é a pior experiencia da vida dela. A traição fez ela amar ainda mais o marido.
É isso o que eu quero saber como uma boa estudante da psicologia se é possível evitar uma traição, quais são as aspas que devem se colocar, as frases clichês de quem trai, motivos se eles são reais ou não. Se você tem uma boa história para contar e quer me ajudar nesse laboratório teatral por favor envie sua história (prefiro histórias de quem traiu e pior gostou)  para leticiawildcat@gmail.com para que eu possa me aprofundar mais no assunto.

Meu post foi em homenagem ao Sapacaxa, espero comentário de vocês aqui hein meninas.

Beijos babies!



sábado, 28 de abril de 2012

Wishlist de aniversário!

Olá babies! Como alguns sabem o meu aniversário é agora, 29 de abril e eu estou mais ansiosa do que nunca. Amanhã vai rolar um encontro de amigos ♥ eu fiz questão de reunir.
Hoje recebi a maior notícia do mundo o presente que eu mais desejava da minha wishlist  era uma máquina fotográfica semi-profissional para dar início ao 365 days with 17 years (clique para saber mais), minha mãe concordou em compra-lá e dentro de alguns dias já poderei ter em mãos minha ♥Nikon L120♥.

Eu estou realmente muito ansiosa para hoje, ver todas as pessoas que eu amo reunidas num único lugar me faz sentir muito sortuda por poder ter amigos tão próximos e presentes na minha vida. Muitos dos meus amigos me perguntaram "o que posso te dar de presente?" e a minha resposta clichê sempre é "não precisa nada". Eu tenho um costume irritante de não ter jeito nenhum para receber presentes, para mim qualquer coisa mesmo é válida eu aceito tudo de coração sem me importar se é caro ou barato demais -creio que todo mundo pense assim- . A verdade é uma só presente dado com o coração é o melhor do mundo!
A um dia de completar 17 anos (eu aparento mais, eu sei) vejo que os objetivos que eu tinha com dez, onze anos se tornaram todos reais. Um namoro que me faz muito bem, amigos inseparáveis, histórias ilarias para contar e uma maturidade adquirida depois de muito apanhar.


O único item que não está na foto da wishlist já foi conquistado a muito tempo, a minha alegria de viver! O melhor e maior presente do mundo a vida já me deu, vive-lá e não simplesmente passar por ela.

Falta 1 dia, yeap! 17 anos.

Beijos ♥

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Novidades no DearDiaryLetícia

















Olá babies loves! Finalmente consigo postar com entusiasmo para informar a vocês o novo layout do meu bebêzinho Dear diary Letícia. Depois de três dias, muito cansaço e criatividade -tirada não sei da onde- apresento a vocês a nova cara do blog que completou dois anos no dia 17 de abril. A partir de agora você terá acesso as minhas redes sociais, poderá curtir a página do blog no facebook, assinar o feed de notícias do blog e seguir o blog na rede social de blogueiras(os) bloglovin.
Na aba About me você pode conferir um pouco mais sobre mim, minha relação com meus amigos, o que eu gosto de fazer e porque comecei a escrever. Um pouco mais formulado do que o about anterior trás algumas peculiaridades minhas, vale a pena dar uma conferida.




As novidades não param por aqui, dia 29 de abril completo 17 anos (uhul) e em comemoração a esse último ano como "adolescente", dia 29 de abril começa meu projeto pessoal 365 days with 17 years.





O projeto consiste em postar todos os dias (ou quase todos) fotos que contém coisas simples do meu dia-a-ria, mas que no fundo mostrem como o tempo passa e como daqui um ano eu estarei cheia de orgulho por terminar esse projeto. As fotos vão ser interligados entre o blog, flickr e facebook para que vocês possam acompanhar diariamente ou semanalmente um pouco sobre as coisas que eu faço. Espero que vocês gostem e acompanhem essa nova etapa do blog e da minha vida. Visite aqui o meu Flickr para conhecer mais sobre o projeto e a sua finalidade.
Um beijo e obrigada por tudo ♥



terça-feira, 24 de abril de 2012


Todo mundo sabe que existem dias, semanas que absolutamente nada da certo. É ai que você sente prédios desabarem sobre a sua cabeça e quando mais você grita parece que ninguém é capaz de te ouvir, eis que você sente um alívio enorme percorrendo seu corpo, sua mente finalmente é capaz de pensar por ela mesma.
Nós não somos perfeitos, cometemos erros e geralmente não concertamos a bagunça que fazemos. Você pensa em desistir e jogar tudo para o nada, continuar é a opção mais dolorosa.

Meus problemas não afetam apenas a mim,  de maneira indireta fazem com que eu queira me isolar e sumir. A apenas uma semana de completar dezessete anos eu me pego pensando se cada dia valeu a pena e se eu realmente mereço estar onde cheguei e se devo continuar, algumas vezes eu quero parar com tudo. Meu ponto de fuga tem sido o teatro -como se alguma vez fosse diferente-, eu tenho poucas prioridades na minha vida e uma delas é o palco.  Eu não sei administrar a minha vida da maneira que eu gostaria, mas quando se trata de teatro a coisa muda. Eu realmente estou muito feliz por tudo aquilo que ando construindo com pessoas maravilhosas que me fazer erguer a cabeça sob qualquer dificuldade, a vida é incrível demais para ser deixada levar por pequenos acasos.

A apenas cinco dias do meu aniversário eu posso perceber, o quanto eu cresci por mim mesma. Amadureci e não deixei que certas coisas me abatessem. Algumas vezes eu me sinto em um circo de horrores, uma aberração em especial. As pessoas olham, riem, comentam e ninguém tem coragem de me dizer o porque de tudo aquilo. Hoje eu sinto como se esse circo de horrores sumisse, e eu fosse a minha domadora. A minha aberração deu lugar a uma pessoa dominadora de si, isso trás uma satisfação enorme, além de fazer bem ao próprio ego. Vou continuar nessa estrada sem fim, acelerar quando for preciso e apenas seguir o fluxo quando necessário. De uma maneira eu me sinto especial, por ser tão resistente a maioria das maldades do mundo. Não vou cair, quando tentarem me derrubar eu vou lutar. Vou continuar, até o meu fim!