Não que eu seja uma pessoa de poucas palavras, mas pronuncio aquilo que é de interesse coletivo e não manifesto nada além do meu limite de consciência. Quem lê assim pensa até em alguma atitude bonita apenas estou definindo a minha repulsa contra pessoas que adoram "falar mais que a boca" ou melhor as "Marias do bairro" perdoem-me Marias e moças moradoras de bairros, mas tal atitude chega a me dar náuseas.
Eu vivo a minha vida do modo que eu julgo correto e intenso, ouço histórias de pessoas que tiveram as mesmas atitudes que eu e a vida não as correspondeu como o esperado, acredito eu que experiência de vida não tem nada haver com sorte, se por algum acaso você já é bem vivido e não muito sortudo não tente dizer que as minhas mesmas atitudes vão me levar ao buraco igualmente, dentro de mim existe um certo tipo de força que aparenta lutar contra a maioria das coisas ruins que me afetam, sendo assim eu não acredito nessas trágicas coincidências. As pessoas falam demais. Demais e desnecessariamente. Logo estaremos em Abril e eu começo a fazer a retrospectiva do DearLe que para mim é o blog que mais fala, eu falo tudo o que me vem na telha sabe e nem por isso eu chego a ser inconveniente, eu falo da minha vida de certo modo e por expor um lato meu em literatura algumas pessoas acham que isso dá a elas o direito de serem meus "Dearle's" por aí e começarem a falar de mim como se isso fosse preciso.
Todo mundo é muito hipócrita, eu me incluo em todos os comentários maldosos que faço sobre as pessoas por não ser imune a nenhum tipo de atitude repugnante eu me considero parte da massa, só que eu não tenho as atitudes que eu repugno, apenas me encaixo junto para não correr o risco de ser citada como santa e imune de atitudes ruins, de certo modo é isso que uma faladora pode interpretar lendo esse simples texto em que eu tento diferir pessoas que falam demais e pessoas que desnecessariamente falam. O dom da fala é tão bonito e a sonoridade da voz de algumas pessoas me faz querer na maioria das vezes não ouvir, ou sendo menos radical, apenas me faz querer ficar longe.
Essa é uma dica valiosa para quem sabe que tem esse tipo de atitude: NÃO VALE A PENA AMORZINHO, não se minimize por tão pouco, guarda a tua voz para dizer caricias ao seu amor e não pra me usar como desculpa na sua sua vida mal procedida.
"Deixo que digam, que pensem e que falem. Eu deixo isso pra lá, vou pra cá o que é que tem? Eu não to fazendo nada e nem você também, pode ficar falando enquanto eu faço amor gostoso com alguém".
Beijos, Dearle. ♥
sábado, 30 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Crônica de um desamor
O amor pra mim não é um status, nem tão pouco um estar ou representar. Tenho visto vários amores de status sem consistência, amores de vista e sem conteúdo e de que adianta ceder o corpo a uma vontade desleal e desnecessária. Não vou tentar fingir que é bom ficar sozinha, nem que eu amo estar as 02:46 da madrugada na mesa do bar rodeada de gente que fala de tudo, tem um bom papo e não vai nem se quer me afetar com qualquer expressão que seja.
Pode parecer clichê, e é um, mas um desamor é tão inspirador quanto estar apaixonado. Não quero ser um daqueles casais que saem tomar sorvete no domingo e trocam beijos na praça sendo que dentro de cada um há uma incógnita, uma dúvida e um pedido desesperado no olhar do tipo que exclama a vontade de querer acabar com toda aquela cena. Ultimamente eu tenho passado um longo tempo pensando em como tem sido desamar pessoas, não requerer a presença delas e nem se quer solicitar qualquer tipo de contato com a minha semelhante.
Na verdade eu devo estar dizendo tudo isso porque no fundo não consigo esquecer aquele domingo, aquele sorriso e aquela praça. Deve ser somente a minha frustração mediante a minha situação atual, você me empaca e me desarma, não consigo me desprender e tão pouco continuar a diante.. que situação desagradável essa que você me colocou e eu não vou conseguir me livrar tão cedo, sinto que eu quero me prender num ponto instável.
Amores de status também duram e são sustentáveis enquanto reciclam seus próprios desesperos, eu vou juntar toda essa história e escrever um livro sobre como a minha visão muda diante dos modos que eu olho. E olha que incrível, nem você dona moça se safou, se ler esse texto saiba que o meu desamor não é por você e muito pelo contrário, se assim disposta estiver sabe o telefone para me contactar, sabe também que eu trabalho naquele mesmo lugar e que qualquer dia no fim do meu turno você pode ir me buscar.
Dona moça não soa como um desamor, soa um sorriso bem grande e bobo no final da noite e também uma lágrima naquela sexta-feira que não aconteceu.
Desamor
Desamo
Desam
Desa
Desanimo.
Pode parecer clichê, e é um, mas um desamor é tão inspirador quanto estar apaixonado. Não quero ser um daqueles casais que saem tomar sorvete no domingo e trocam beijos na praça sendo que dentro de cada um há uma incógnita, uma dúvida e um pedido desesperado no olhar do tipo que exclama a vontade de querer acabar com toda aquela cena. Ultimamente eu tenho passado um longo tempo pensando em como tem sido desamar pessoas, não requerer a presença delas e nem se quer solicitar qualquer tipo de contato com a minha semelhante.
Na verdade eu devo estar dizendo tudo isso porque no fundo não consigo esquecer aquele domingo, aquele sorriso e aquela praça. Deve ser somente a minha frustração mediante a minha situação atual, você me empaca e me desarma, não consigo me desprender e tão pouco continuar a diante.. que situação desagradável essa que você me colocou e eu não vou conseguir me livrar tão cedo, sinto que eu quero me prender num ponto instável.
Amores de status também duram e são sustentáveis enquanto reciclam seus próprios desesperos, eu vou juntar toda essa história e escrever um livro sobre como a minha visão muda diante dos modos que eu olho. E olha que incrível, nem você dona moça se safou, se ler esse texto saiba que o meu desamor não é por você e muito pelo contrário, se assim disposta estiver sabe o telefone para me contactar, sabe também que eu trabalho naquele mesmo lugar e que qualquer dia no fim do meu turno você pode ir me buscar.
Dona moça não soa como um desamor, soa um sorriso bem grande e bobo no final da noite e também uma lágrima naquela sexta-feira que não aconteceu.
Desamor
Desamo
Desam
Desa
Desanimo.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Descubra o "x" da questão
É vero que algumas vezes passamos por situações intrigantes, nas quais temos que ter um pouco mais de raciocínio lógico. Existem momentos que dá vontade de parar, sentar e travar o relógio para que possamos então conseguir não nos sentir pressionados pela importância que o tempo tem em nossas vidas. Já perdi tempo demais tentando esclarecer situações que não necessitavam da minha dedicação para serem resolvidas, existem coisas que o tempo ajeita e você só tem que deixar ele passar.
Quando me pego pensando em como estou me sentindo com relação a "tal coisa", é como uma necessidade que eu tenho de me desligar das coisas que ocupam a minha mente. Eu penso vinte quatro horas por dia e não descanso nenhum minuto antes de dormir, as vezes nem dormindo, me pego sonhando com coisas que eu precisava resolver, mas decidi deixar para amanhã. Você até pode se identificar com isso, afinal todos nós temos um pouco de grandes pensadores a noite. Cada indagação que recebo de mim é mais um motivo para texto novo, sempre escrevo com dúvidas e nunca com certezas, quão normal isso é pra mim que estranho seria se eu escrevesse totalmente certa daquilo que digo, mas sinta que em cada linha sempre vai haver espaço para entrelinhas e novos significados.
Hoje a minha dúvida é relacionada a sentimentos que novidade, é complicado dizer qual a dúvida em si, mas sinto isso formando uma incógnita dentro de mim e conforme essa dúvida cresce eu sinto um problema maior a caminho. Quando você se propõe a acomodar-se diante de uma situação desconfortável corre o risco de sofrer as dores pela mal postura apresentada mediante ao problema, nós estamos tão acostumados com coisas instantâneas, que nos esquecemos quão eficaz é ir atrás do problema e resolve-lo. Toda questão tem uma resposta, seja ela exata ou não. Aprendi em matemática que em algumas situações a posição dos fatores não altera o produto final, então não importa qual seja o seu lado, se a resposta for certeira você vai conseguir achar ela.
Passei o dia todo pensativa, inquieta e com olhar gélido. Tantas vezes tiveram que chamar a minha atenção, porque meu corpo estava aqui e a mente viajando no problema, no "x" que envolve a minha cabeça. Geralmente nesse tipo de situação eu costumo ter uma postura diferente e ignorar os fatos em questão e lidar com as coisas do meu grosseiro jeito. Eu sou grossa, apenas de não ostentar o defeito ainda o tenho e utilizo quantas necessárias vezes forem.
Eu não me sentia assim a tanto tempo, eu passei a sentir ela um tanto mais do que as outras. É isso que me intriga, é esse o x da minha questão. Meu maior medo não é sentir esse sentimento, é não conseguir lidar com ele. Já me entreguei tanto que hoje sobrou tão pouco de mim, e com egoísmo eu vou guardando esse pouco sem querer me dividir. Ah moça! Se tu soubesses o que penso agora depois de não ter tido você aqui, meu coração palpitante cria as mais absurdas teses para tal situação. Antes que seja tarde demais eu já declaro a você que não estou disposta a recuar.. nem desistir, nem deixar para lá.
Combinação perfeita de um amor que surgiu do nada, e imperfeito é não te ter aqui. Aguardo de ti uma explicação que me responda com clareza, a dúvida desse meu problema:
"Letícia tinha muito amor, certo dia então resolveu dar ele a alguém. Somando com o seu coração, o amor de Letícia é subtraído, ou multiplicado? Você vai tirar ele de mim, ou vai se juntar com ele. Justifique sua resposta, abrevie com um beijo."
Problema resolvido.
Quando me pego pensando em como estou me sentindo com relação a "tal coisa", é como uma necessidade que eu tenho de me desligar das coisas que ocupam a minha mente. Eu penso vinte quatro horas por dia e não descanso nenhum minuto antes de dormir, as vezes nem dormindo, me pego sonhando com coisas que eu precisava resolver, mas decidi deixar para amanhã. Você até pode se identificar com isso, afinal todos nós temos um pouco de grandes pensadores a noite. Cada indagação que recebo de mim é mais um motivo para texto novo, sempre escrevo com dúvidas e nunca com certezas, quão normal isso é pra mim que estranho seria se eu escrevesse totalmente certa daquilo que digo, mas sinta que em cada linha sempre vai haver espaço para entrelinhas e novos significados.
Hoje a minha dúvida é relacionada a sentimentos
Passei o dia todo pensativa, inquieta e com olhar gélido. Tantas vezes tiveram que chamar a minha atenção, porque meu corpo estava aqui e a mente viajando no problema, no "x" que envolve a minha cabeça. Geralmente nesse tipo de situação eu costumo ter uma postura diferente e ignorar os fatos em questão e lidar com as coisas do meu grosseiro jeito. Eu sou grossa, apenas de não ostentar o defeito ainda o tenho e utilizo quantas necessárias vezes forem.
Eu não me sentia assim a tanto tempo, eu passei a sentir ela um tanto mais do que as outras. É isso que me intriga, é esse o x da minha questão. Meu maior medo não é sentir esse sentimento, é não conseguir lidar com ele. Já me entreguei tanto que hoje sobrou tão pouco de mim, e com egoísmo eu vou guardando esse pouco sem querer me dividir. Ah moça! Se tu soubesses o que penso agora depois de não ter tido você aqui, meu coração palpitante cria as mais absurdas teses para tal situação. Antes que seja tarde demais eu já declaro a você que não estou disposta a recuar.. nem desistir, nem deixar para lá.
Combinação perfeita de um amor que surgiu do nada, e imperfeito é não te ter aqui. Aguardo de ti uma explicação que me responda com clareza, a dúvida desse meu problema:
"Letícia tinha muito amor, certo dia então resolveu dar ele a alguém. Somando com o seu coração, o amor de Letícia é subtraído, ou multiplicado? Você vai tirar ele de mim, ou vai se juntar com ele. Justifique sua resposta, abrevie com um beijo."
Problema resolvido.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Faça suas escolhas
- Minha vontade era de ligar, sabe..
- E dizer o que?
- Não dizer nada, ouvir ela falar.
Eu aprendo dia-a-dia da maneira mais racional possível a não lidar com segundas opções, por uma explicação bem simples: elas não existem.
Não vai haver outro momento como aquele, essa é a certeza que eu carrego em meio a tanto desespero. Estou retrocedendo, sentimentalmente. Me culpe você que nunca olhou para trás e viu quanto perdeu, porque deixou escapar por um motivo tão pequeno, apelou por fugir e acabou se perdendo na própria fuga. Ora Deus! Cadê aquele consolo do pai! Sinceramente, eu espero que você não leia isso.
Nós sabemos quão complicado pode ser a decisão de voltar atrás por algo que foi tua culpa ser deixado, é uma decisão que eu questiono, mas que está tomada e eu não voltarei atrás na minha decisão. Meus queridos leitores e amigos, acompanharam aqui uma saga de textos incompreensíveis sobre uma escolha mal tomada. Me deem motivos, não escolhas.. pois acabo sempre escolhendo as mesmas coisas, mesmas coisas erradas.
Agora é tarde demais para voltar, não me questione com um "nunca é tarde", defina sua certeza de tempo. O hoje para mim é tarde, o ontem passou e o amanhã não existe. Então porque fico inconformada escrevendo freneticamente sobre essas perspectivas frustadas de futuro, percebam que eu não apenas escrevo e me coloco no lugar de leitora, então fico me perguntando e me respondendo e no final das contas eu termino um belo interrogatório e um texto incógnita que responde o óbvio e deixa pressuposto o que eu realmente sinto.
Me sinto velha escrevendo textos assim, parece que eu estou aqui cinquenta anos, sentada numa cadeira que range, estou revendo fotos antigas e sorrindo; Quando de repente bate um vento. A foto voa. E gentilmente você está lá frente a mim, como eu te imagino agora e num suspiro toda aquela imagem desaparece e eu desabo ao relento da sacada de casa, enquanto você está por ai.. Eu sei dos meus erros e eu não sei em medidas exatas quanto eu errei ao questionar-me sobre a minha maior certeza. É impagável a dívida comigo mesma, um acerto de contas em que é um débito exclusivamente comigo.
Durante esses meses eu tenho aproveitado tudo o que a vida tem me dado, de que adianta se aqui eu apelo pela única coisa que eu quero e ela tirou de mim, na verdade eu a entreguei para a vida e deixei que fosse.. que não voltasse, partisse de mim e me deixasse. Me deixou, partiu e mesmo assim ficou.
Você foi a escolha mais certa que eu fiz na vida. Te ter de novo seria um erro, não se existe uma segunda chance.. Não está existindo nem chance, quem me dera segunda.. Quem sabe numa segunda qualquer, a gente converse e não mais se fale. Quem sabe numa chance da vida te trás pra mim nega, quem sabe numa segunda eu não embarque para longe daqui e escolha ficar longe.. só pra ter a chance de admirar a escolha que a vida te deu, de não me levar mais pra perto de você.
Música enquanto escrevo: http://www.youtube.com/watch?v=b3c32wBYdU0
- E dizer o que?
- Não dizer nada, ouvir ela falar.
Eu aprendo dia-a-dia da maneira mais racional possível a não lidar com segundas opções, por uma explicação bem simples: elas não existem.
Não vai haver outro momento como aquele, essa é a certeza que eu carrego em meio a tanto desespero. Estou retrocedendo, sentimentalmente. Me culpe você que nunca olhou para trás e viu quanto perdeu, porque deixou escapar por um motivo tão pequeno, apelou por fugir e acabou se perdendo na própria fuga. Ora Deus! Cadê aquele consolo do pai! Sinceramente, eu espero que você não leia isso.
Nós sabemos quão complicado pode ser a decisão de voltar atrás por algo que foi tua culpa ser deixado, é uma decisão que eu questiono, mas que está tomada e eu não voltarei atrás na minha decisão. Meus queridos leitores e amigos, acompanharam aqui uma saga de textos incompreensíveis sobre uma escolha mal tomada. Me deem motivos, não escolhas.. pois acabo sempre escolhendo as mesmas coisas, mesmas coisas erradas.
Agora é tarde demais para voltar, não me questione com um "nunca é tarde", defina sua certeza de tempo. O hoje para mim é tarde, o ontem passou e o amanhã não existe. Então porque fico inconformada escrevendo freneticamente sobre essas perspectivas frustadas de futuro, percebam que eu não apenas escrevo e me coloco no lugar de leitora, então fico me perguntando e me respondendo e no final das contas eu termino um belo interrogatório e um texto incógnita que responde o óbvio e deixa pressuposto o que eu realmente sinto.
Me sinto velha escrevendo textos assim, parece que eu estou aqui cinquenta anos, sentada numa cadeira que range, estou revendo fotos antigas e sorrindo; Quando de repente bate um vento. A foto voa. E gentilmente você está lá frente a mim, como eu te imagino agora e num suspiro toda aquela imagem desaparece e eu desabo ao relento da sacada de casa, enquanto você está por ai.. Eu sei dos meus erros e eu não sei em medidas exatas quanto eu errei ao questionar-me sobre a minha maior certeza. É impagável a dívida comigo mesma, um acerto de contas em que é um débito exclusivamente comigo.
Durante esses meses eu tenho aproveitado tudo o que a vida tem me dado, de que adianta se aqui eu apelo pela única coisa que eu quero e ela tirou de mim, na verdade eu a entreguei para a vida e deixei que fosse.. que não voltasse, partisse de mim e me deixasse. Me deixou, partiu e mesmo assim ficou.
Você foi a escolha mais certa que eu fiz na vida. Te ter de novo seria um erro, não se existe uma segunda chance.. Não está existindo nem chance, quem me dera segunda.. Quem sabe numa segunda qualquer, a gente converse e não mais se fale. Quem sabe numa chance da vida te trás pra mim nega, quem sabe numa segunda eu não embarque para longe daqui e escolha ficar longe.. só pra ter a chance de admirar a escolha que a vida te deu, de não me levar mais pra perto de você.
Música enquanto escrevo: http://www.youtube.com/watch?v=b3c32wBYdU0
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Estamos fechados.

Pensando naquelas grandes promoções que oferecem descontos enormes para os produtos que um dia já foram caros, mas hoje ninguém se esforça muito para tê-los pois estão ultrapassados e desvalorizados. É incrível como a roda do comércio funciona. Esses descontos atraem mesmo muita gente, oferta barata é certeza de povo interessado e sem condições de pagar o preço que vale.
Eu estava numa grande liquidação de mim mesma, me deixei abaixar tanto. Percebi que estava recebendo muito pouco por aquilo que eu sei que valho, deixei que levassem a mim em uma parcela apenas, uma pequena parcela de mim a quem estivesse disposto a estar comigo e não precisava se esforçar tanto assim. Comecei a me preocupar quando eu olhei no espelho e vi aquele reflexo cansado e abatido, cabisbaixo e sem perspectiva.
O ano mudou e a única coisa que sinto de diferente são as datas, os compromissos. Mudei apenas meu desejo de lutar pelas coisas, eu estou deixando que meus afazeres sejam maiores do que os prazeres e está bom assim. Eu cansei do beijo, estou cansada do volume alto, da batida envolvente da balada e me entrego a madrugadas como essa em que eu me inspiro para escrever a partir da minha própria desilusão. Que metódico uma escritora que digita seus melhores textos assim, emocionalmente abalada.
Meu cabelo desarrumado, meu vestido velho e o bom copo de café do lado. Parece clichê para você? Pois pra mim tornou-se rotina indispensável. Amanhã já é sexta-feira e eu só consigo pensar se eu vou conseguir acordar, e me sentindo bem de preferência porque eu preciso expor um sorriso por mais caído e fraco que seja. Não quero omitir a tristeza que em mim reside, só vou impor a felicidade que eu realmente deveria estar sentindo agora, quanta injustiça! Só que nem só de tristeza vivo eu, consigo no meio de todos esses problemas achar um motivo pequeno que seja para sorrir, essa capacidade nunca me falha.. nunca me deixou na mão pelo menos até hoje.
A questão é que a liquidação acabou. Todos os exemplares de mim já estão vendidos, muito mal vendidos digo. Sinto muito por não estar mais aqui, mas eu estou fechada a possibilidades emocionais. Tenho objetivos a serem cumpridos e não quero pessoas e seus sentimentos perto de mim, não vou me tornar uma daquelas pessoas velhas sentadas na cadeira de ranger, olhando fotos dos amigos que não estão ali e procurando motivos para uma família que não a rodeia. Tudo o que eu realmente preciso é de um tempo, e esse tempo chegou e está nas minhas mãos, eu vou voar para longe e me dei a oportunidade de falir. Eu fali de sentimentos e enriqueci de sobriedade, lucidez e força.
"Sinto muito, estamos fechados. Não volte amanhã, larguei tudo isso aqui e fui viver".
música enquanto escrevo: http://www.youtube.com/watch?v=daGcpvxPbCo
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Defina
A tempos eu estava procurando uma situação para esse texto, definir situações. Desde pequena eu sou aconselhada a fazer coisas certas, orientada a nunca cometer as erradas e ai entra a minha dúvida do que eu devo observar como certo e errado e o que de fato se encaixa nesse padrão de definição. Não que eu esteja interessada em catalogar a essa "altura da vida" o que é certo ou errado, eu pouco me importo, mas eu realmente gosto de tentar entender certas coisas.
Ultimamente eu tenho usado a palavra defina em várias situações da minha vida, porque eu realmente não quero que as coisas tenham um padrão e sim uma descrição, algo que eu possa analisar e não determinar de fato. Existe um motivo pelo qual eu não gosto de matérias exatas, tudo é muito previsível e chegar a um resultado final por um caminho apenas não me parece atraente, os tropeços do caminho, os arranjos e os métodos tão toda diferença no rumo do problema. Odeio problemas. Eu prefiro coisas práticas e fáceis de se ter, mas eu me considero uma incógnita na equação e para resolver algo primeiro tem que descobrir o meu valor e qual a minha função.
Inevitável não pensar em tudo o que você falou de mim, que eu não levo nada a sério e que eu nunca vou mudar, mas me defina o que é "não levar nada a sério", o que de verdade você espera que eu leve, qual seriedade eu tenho que carregar. É tão fácil dizer, mas defina para mim as característica e diga-me o que realmente quer dizer, não sobreponha nada e seja direta, as "indiretas" não servem para mim porque eu procuro o óbvio e não o que está mesclado nas suas palavras.
O que nós procuramos durante a vida, quais tipos de descrições nós deveríamos pedir quando nos sentirmos confusos. No momento a única definição que procuro é do seu cheiro na minha camisa, do seu sorriso em meus lábios e dos seus cafunés no meu cabelo. Eu não preciso de definição para algo tão óbvio, mas é bom descrever momentos como esse.
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Ultimamente eu tenho usado a palavra defina em várias situações da minha vida, porque eu realmente não quero que as coisas tenham um padrão e sim uma descrição, algo que eu possa analisar e não determinar de fato. Existe um motivo pelo qual eu não gosto de matérias exatas, tudo é muito previsível e chegar a um resultado final por um caminho apenas não me parece atraente, os tropeços do caminho, os arranjos e os métodos tão toda diferença no rumo do problema. Odeio problemas. Eu prefiro coisas práticas e fáceis de se ter, mas eu me considero uma incógnita na equação e para resolver algo primeiro tem que descobrir o meu valor e qual a minha função.
Inevitável não pensar em tudo o que você falou de mim, que eu não levo nada a sério e que eu nunca vou mudar, mas me defina o que é "não levar nada a sério", o que de verdade você espera que eu leve, qual seriedade eu tenho que carregar. É tão fácil dizer, mas defina para mim as característica e diga-me o que realmente quer dizer, não sobreponha nada e seja direta, as "indiretas" não servem para mim porque eu procuro o óbvio e não o que está mesclado nas suas palavras.
O que nós procuramos durante a vida, quais tipos de descrições nós deveríamos pedir quando nos sentirmos confusos. No momento a única definição que procuro é do seu cheiro na minha camisa, do seu sorriso em meus lábios e dos seus cafunés no meu cabelo. Eu não preciso de definição para algo tão óbvio, mas é bom descrever momentos como esse.
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"Defina-me ou devoro-te"
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
OO:O1
Eu creio que me recorde do primeiro minuto do ano de dois mil de doze, a mil e tantos minutos atrás. Sempre soa com um ar de esperança, renovação e perspectiva. Todos os meus desejos do primeiro minuto foram de dispersando conforme os dias foram passando e no final das contas eu me vi sendo surpreendida pelas minhas próprias realizações pessoais.
É estudo, é curso, trabalho e amizades se consolidando dia-após-dia. Não que seja importante ou necessário lembrar, mas decepções fizeram parte de mim esse ano e não estavam no primeiro minuto, ainda bem..elas estavam nos minutos seguintes a ele quando não havia mais nenhuma perspectiva de nada, talvez seja assim que as coisas ruins funcionem, afinal você nunca as deseja e mesmo assim se tornam parte das suas realizações. Sei também que meus textos foram poucos, mas intensos e bem descritivos do que eu sentia e eu devo ter sido assim o ano todo "intensa e descritiva", meio metódica, mas sempre mantendo a linha de raciocínio e pondo a frente sempre os objetos reais e depois os sonhados.
Senti falta de escrever um conto, um conto que contasse as coisas que me contaram esse ano. É quase seguindo a linha do "quem conta um conto, aumenta um ponto" e eu queria aumentar pontos e criar contos até as pessoas contarem o que eu escrevi e sucessivamente se criaria um ciclo de pessoas que contam a vida dos outros, porque basicamente esse ano se resumiu ao "mexirico". Falar da vida das pessoas é um dom, graças a Deus me abstenho dessa graça cedida a nós humanos.
Com os sentimentos dentro de uma montanha russa, dentre os altos e baixos me deparei caindo num lupping por estar sem nada que me segurasse e foi ai que me dei conta que é fácil estar nas subidas e decidas da vida, mas quando ela resolve te virar a cabeça é necessário estar preparado e sem a proteção necessária dei-me de cara com o chão, com a desilusão e quebrei fortemente todos os pedaços já quebrados. De um grande amor a um grande nada, assim encerro esse parágrafo de um amor que não é para ser contado nesse texto.
Ai, se eu pudesse voltar aos desejos do primeiro minuto talvez eu não tivesse desejado nada de diferente. Não escolheria nenhuma outra rota, nenhuma outra decepção e deixaria esse ano inteirinho como foi, até o último minuto. Arrependimentos existiram por conta de coisas que eu não fiz, ou talvez que deveria ter feito antes e a minha maior covardia foi me dar o direito de sentir grandes prazeres, além da minha capacidade de recepção, ultrapassei os limites de mim mesma e me permiti sentir, quão mal poderia ter me causado se eu negasse a mim esses desejos e tremendas as consequências que eu sofri ao realiza-los.
Treze é o meu número sortudo, e dessa vez antes de ser o primeiro minuto eu procurarei ser rápida e desejarei nos primeiros treze segundos. E dai pode até surgir em mim mesma a indagação: "Mas porque ser tão rápida consigo mesma?".. É porque eu não quero perder nem um minuto a mais pensando sendo que eu poderia estar fazendo.
Que venha 2013, venha forte!
É estudo, é curso, trabalho e amizades se consolidando dia-após-dia. Não que seja importante ou necessário lembrar, mas decepções fizeram parte de mim esse ano e não estavam no primeiro minuto, ainda bem..elas estavam nos minutos seguintes a ele quando não havia mais nenhuma perspectiva de nada, talvez seja assim que as coisas ruins funcionem, afinal você nunca as deseja e mesmo assim se tornam parte das suas realizações. Sei também que meus textos foram poucos, mas intensos e bem descritivos do que eu sentia e eu devo ter sido assim o ano todo "intensa e descritiva", meio metódica, mas sempre mantendo a linha de raciocínio e pondo a frente sempre os objetos reais e depois os sonhados.
Senti falta de escrever um conto, um conto que contasse as coisas que me contaram esse ano. É quase seguindo a linha do "quem conta um conto, aumenta um ponto" e eu queria aumentar pontos e criar contos até as pessoas contarem o que eu escrevi e sucessivamente se criaria um ciclo de pessoas que contam a vida dos outros, porque basicamente esse ano se resumiu ao "mexirico". Falar da vida das pessoas é um dom, graças a Deus me abstenho dessa graça cedida a nós humanos.
Com os sentimentos dentro de uma montanha russa, dentre os altos e baixos me deparei caindo num lupping por estar sem nada que me segurasse e foi ai que me dei conta que é fácil estar nas subidas e decidas da vida, mas quando ela resolve te virar a cabeça é necessário estar preparado e sem a proteção necessária dei-me de cara com o chão, com a desilusão e quebrei fortemente todos os pedaços já quebrados. De um grande amor a um grande nada, assim encerro esse parágrafo de um amor que não é para ser contado nesse texto.
Ai, se eu pudesse voltar aos desejos do primeiro minuto talvez eu não tivesse desejado nada de diferente. Não escolheria nenhuma outra rota, nenhuma outra decepção e deixaria esse ano inteirinho como foi, até o último minuto. Arrependimentos existiram por conta de coisas que eu não fiz, ou talvez que deveria ter feito antes e a minha maior covardia foi me dar o direito de sentir grandes prazeres, além da minha capacidade de recepção, ultrapassei os limites de mim mesma e me permiti sentir, quão mal poderia ter me causado se eu negasse a mim esses desejos e tremendas as consequências que eu sofri ao realiza-los.
Treze é o meu número sortudo, e dessa vez antes de ser o primeiro minuto eu procurarei ser rápida e desejarei nos primeiros treze segundos. E dai pode até surgir em mim mesma a indagação: "Mas porque ser tão rápida consigo mesma?".. É porque eu não quero perder nem um minuto a mais pensando sendo que eu poderia estar fazendo.
Que venha 2013, venha forte!
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