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sábado, 31 de julho de 2010

Até que ponto a distância não impede

São duas horas da manhã, coração acelerado, ela não esperava que o tempo passasse tão depressa, correndo e imperdoável. A noite era a última em que ela se deitaria na sua cama olharia para o teto e visse estrelas, ela atravessava o concreto, ou então ia se deitar no chão do quintal. Sem cobertas, no chão frio e úmido ela contava estrelas, jura de pé junto que pode enxergar mais do que telescópios. Ela estudou o caminho das estrelas, pra que ela nunca se perdesse longe dali, soube dar nome e localização a cada uma delas.
Naquela noite as horas passaram lentas, vagas e vazias, ela deitada na cama do quarto com a mala fechada e o passaporte em mãos. O que ela não contava é que em uma casa não muito longe dali alguém sofria junto com ela, porque jamais esperou que seria pra valer, ele a ouviu falar da tal viajem, mas nunca achou que ela chegaria tão já, num momento tão bom como era o agora.
Amanheceu o novo dia, com ele trouxe as lágrimas de alegria porque o bom filho um dia a casa torna não pretendia voltar e em abraços meio que sem sentimento, partimos rumo ao aeroporto. No caminho eu não hesitei em nenhum momento, segurei-lhe forte a mão e com um olhar consolador eu quis dizer "está tudo bem, vai ficar" esta foi mais uma das mentiras que eu me pus a contar, não seria covarde de estragar uma troca de olhares tão linda por uma mísera verdade.
No portão de embarque ouço a primeira chamada do meu voou, olhos atentos esperando de mim uma reação imediata, já que eu era aquela que fazia o momento acontecer. Nesse dia não. Naquele momento eu me rendi as lágrimas e deixei o momento escapar, meus amigos viram meu ato de entrega e de quase desistência, tomaram rápida a atitude de me acolher em seus braços, tornando distante a idéia de que o amor se rendia somente a presença.
Se dirigimos então ao portão de embarque, e fui me despedindo de cada um com um caloroso abraço, um sorriso que se via a quilômetros dali. Nele não, nele eu esperava um beijo caloroso, o final de filme, a cena explicita e proibida. Não, foi um simples abraço, como se ele tivesse a total convicção de que eu eu voltaria ele estava certo eu jamais o abandonaria, mas aquele momento foi o único em que eu me vi incapaz de reagir, de criar o momento, porque o momento era aquele e já estava criado e não me restava outra alternativa a não ser vive-lo e aproveita-lo porque ele jamais se repetiria.

O avião decolou..E eu jamais voltei.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pensamentos de ônibus

Numa ilimitada fonte de conhecimento e observação eu conheço o mundo e as pessoas de dentro do ônibus. Vejo senhoras cansadas de pés inchados caminhando rumo as casas, vejo homens de terno, cujo o único destino é guiado pelas horas do relógio que bate tic tac tirando mais um segundo da vida dele.
Já pensei em sentar do lado de um menino lindo, ele me pediria o telefone e conversaríamos e nos veríamos todo dia, eu conheci um cara da Bolívia, uma mulher drogada e em outras vezes eu nem prestei atenção em quem teve a honra da minha presença dentre aqueles bancos apertados, eu ouvia música e sonhava. Chego a cochilar quando a rua parece tão igual, mas acordo e desperto faceira quando vejo que um movimento que por mais insignificante que seja me chama a atenção como o ônibus parando para que o trem possa seguir seu rumo.
Já chorei, porque ali ninguém se atreveria a perguntar o motivo e eu pude me manifestar mesmo que sendo observada, eu me sentia vazia com pessoas de pé clamando pelo meu olhar de dó como se cada uma delas pudesse limpar minhas lágrimas. Escrevi textos mentalmente pra depois passa-los pro papel e eu já bolei "a grande idéia" de uma simples observação. Olhando por esse lado parece que vivemos uma vida inteira dentro de um ônibus. Eu torço para que o terminal não chegue logo, o meu destino depois é caminhando, e andar tira minha atenção, não consigo ver um palmo a frente de mim, diferente seria se eu estivesse sentada na janela do ônibus onde a vida passa por nós, é como envelhecer, mas sem mudar, apenas amadurecendo idéias.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cartas para alguém.

O dia que eu sumi eu te pedi que se guiasse pelas estrelas, elas indicariam o caminho do meu olhar mesmo quando eu não te visse.
Algum dia eu disse que voltaria para poder te abraçar e dizer o quanto eu te amo, mas não prometo ficar. Você era o meu caminho mas quando eu te perdi o mundo deixou que eu o encontrasse. Eu prefiro estar sozinha, eu gosto de andar sem rumo e sem destino, eu não quero mais nenhum amor, olhando para cima o céu é tão imenso e tão lindo, somos tão insignificantes diante da natureza que nos cerca e parece que a milhões de anos a terra foi se dividindo para que hoje eu estivesse aqui longe de você.
Só não me conte como vão as coisas por aí , eu não quero notícias do lugar de onde parti eu já conheço a história toda e não gaste papel tentando conta-la novamente. Já eu tenho muita coisa para falar, aqui as coisas mudam e mesmo assim não alteram no lugar, o mesmo quadro pode ficar ali que a cada amanhecer será novo e mais chamativo.
Nova York, Alemanha, Itália e outras que eu já perdi a conta todas elas trazem um homem, uma história e nenhuma saudade, nenhuma tão grande quanto a sua.
Não pense em mim e muito menos cite o meu nome porque não estou mais ai. O meu próximo destino é Londes e logo mais Madrid o avião decola novamente, vou partir toda vez sem um alguém como na primeira vez...Pra me ver sumir.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Na noite passada passada pensei em te ligar mas morri de medo de você não estar lá. Pensamentos de pura insanidade imaginando você nos braços de qualquer biscate dormindo animado num prostíbulo barato na sua Augusta em São Paulo.
Senti um ódio imenso mesmo sendo pensamento foi ai que eu não liguei mesmo. Mas eu errei, burra, desajeitada, descuidada e desconfiada eu não sabia o que dizer quando atendi a mãe dele com a voz afobada segurando para não gritar só sabia repetir uma frase "Sua culpa, ele vai se matar".
Desesperada e sem rumo procurei um lugar para que pudesse pensar onde ele estaria, se ele iria mesmo se matar por mim. Quando um vulto repentino um loiro alto, contente e sorrindo vindo em minha direção, era ele quem eu estava desesperada procurando, quem eu sábia que iria perder ali. Sorrindo subiu na grade estávamos na maior ponte da cidade, acima de um rio. Antes me entregou um bilhete e em segundos sem que eu percebesse ele caiu. Não me desesperei mais, li o bilhete que apenas dizia: "Feche os olhos e eu estarei lá". Segui o comando e fechei meus olhos só que antes que eu pudesse senti-lo eles já estavam abertos de novo.
Eu havia acordado e já era dia, procurei aflita ele ao meu lado e ele não tinha partido estava ali o meu amor. Percebi um ato imediato porque aquele momento aflito e estranho não passou de um sonho. Desespero aquele que eu senti do nada eu vi sumir, ele estava me abraçando.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pensamento de moça.

Ela tinha apenas quinze anos e muitos sonhos, desde pequena se colocava para realizar um pequeno ato impossível todos os dias. Egocêntrica, elogios frente ao espelho eram comuns a sua pessoa, e em tudo o que fazia não exigia o mínimo reconhecimento e sim o máximo.
Ainda era muito nova apenas doze anos quando descobriu a quem chamar de amor, amadureceu amando mas ainda mantém no rosto um sorriso de menina dificilmente trocado por uma lágrima. E hoje ela sabe como ninguém como é proteger alguém com as próprias mãos, como se a vida das pessoas que ela amava dependesse de cada passo dela.
Num belo dia em seu quarto onde passava a maior parte do tempo sozinha pensando com seus botões qual seria o seu próximo sonho, seu novo amor e como seria ficar longe de quem ela quer proteger.
Ela foi embora, levando com ela abraços fortes e lágrimas e já dentro do avião pensou em desistir, mas analisou e também pensou na sua ambição e em até onde ela estava disposta a perder e abandonar por seus sonhos. Pensando nisso tomou seu acento e retomou a calma, o avião já ia decolar. Dá janela se via apenas o resto de pessoas que ela levava em fotografias.
Se foi embora, nunca mais voltou ela notou o quanto um adeus a destruía, e naquele momento o que ela mais precisava era de força e foi ali em outro país longe de tudo que ela conclui...
Quem nós amamos, são aqueles que mais te destroem. Então ela nunca mais construiu grandes expectativas por alguém.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Arco-íris, sonhos e chocolate quente.



Eu sempre ouvi dizer que no final do arco-íris tinha um pote de ouro que era guardado por um duende mágico e bem orelhudo. Ouvia também que para chegar ao ouro era preciso caminhar pela imaginação e sonhar com que eu faria com o ouro..Eu me imaginem voando no arco-íris e as milhares de bonecas que eu compraria com o ouro.
Mas eu nunca achei o pote e nem sei se dá pra voar em cima do arco-íris mas admito ainda vou provar que as nuvens são feias de algodão doce e com muito açúcar pra adoçar a minha vida.

Criança cujo os sonhos foram arrancados pouco a pouco, tempo a tempo e dando lugar a razão e a verdade como se isso me contentasse eu busquei de volta tudo o que me tiraram e eu consegui de volta toda aquela minha inocência não tão pura mais só que intensa.
Impossível parece a palavra mais associada a sonhar, e se eu te dizer que o impossível é questão de opinião e a sua falta de capacidade sim devia ser associada ao seu modo ridículo de mesmice, não meço palavras pra falar quando o assunto é sonhar porque eu vivo disso, sempre tem um sonho a mais pra imaginar algo novo pra planejar e depois que realizar viver intensamente tudo aquilo que se planejou, sonhar é crescer e se renovar sua auto-confiança.

Sou uma menina muito sonhadora de ideais altos e que não tem medo de cair, porque eu tenho assas eu sei voar.

Associar o chocolate quente a esse texto não foi idéia minha, mas quem ai não gosta de uma bebida quente enquanto está escrevendo seu post num blog sobre pensamentos. E antes que o chocolate acabe e a inspiração também.. "Sonhar é a extensão do mundo enquanto a realidade só sabe dar continuidade a ela mesma" - Letícia Fiorotto.

Ufa!!!! Foi o último "góle" do copo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Amigos, amores e sorvete.

Nunca fiz muita questão de ser lembrada eu sempre gostei de ver as pessoas ali a mostra como se fossem manequins de vitrine era engraçado pensar nelas paradas em exatas posições que causavam-me extrema vontade de rir mas eu segurei meus lábios.
Moda sempre foi um assunto totalmente indecifrável para mim eu nunca entendi nem nunca vou me esforçar pra saber porque é difícil fazer com que notem você porque você usa um artigo de luxo que custa 1.000$ bem tem um brechó pertinho de casa que com 1.000 eu acho que compro a loja.

É e eu não vou nem me atrever a falar sobre o meu sexo oposto que nem era tão oposto assim que eu me sentia melhor conversando sobre futebol do que sobre a nova bolsa da melissa. Nunca chamei atenção dos meninos a não ser que fosse porque eu andava com eles e sabia sobre eles, fora esse fato eu era um deles, mais um deles mesmo sendo menina e isso não interferia no meu apetite sexual sobre eles, admirava um a um os aderindo a cada ponto positivo que eu esperava deles mas eu não contava a eles nem a elas, meus amigos não são meu baú de segredos.
Acho estranho como definimos amizade, sendo que as pessoas traem mesmo sendo amigas e antes que você comece com aquela frase de choro a dizer "ela era minha amiga, me traiu com quem eu amava".. Agora eu te falo, tá e daí? ela curtia o menino e era mulher o compromisso de confiança você deveria ter estudando antes, não existe um contrato com ps em negrito dizendo "Compartilhar dos gostos, não de pessoas".

Só que tinha aquele menino ruivo e cheio de sardas bem desenhadas na cara como uma pintura com pinta a óleo a pele dele era fosca mas o que eu esperava com chamas saindo pela cameça um rosto reluzente seria quase um semáforo só faltava descobrir qual sinal verde me dizia vem passe por mim. Ele gostava de música antiga e na casa dele tinha um baú de coisas dos beatles que ele guardará em homenagem ao pai que era fã aprendeu assim a gostar. Eu nunca desejei o corpo dele, nem nada que atraísse meu lado sexual mas eu queria o coração dele como se nos pensamentos dele eu me redesenha-se um novo alguém. Ele sempre gostou da minha blusa xadrez e do meu quarto desarrumado com calcinhas no chão pela cara dele dava pra ver a expressão totalmente impossível de se esconder que dizia "ontem rolou sexo aqui" como se calcinhas no chão representassem algo a não ser a sujeira imunda de uma menina de 14 anos que morava com os avós numa casa grande mas vazia.

É e depois disso transamos mesmo, e eu não engravidei usamos camisinha, mas ele saiu da cidade se mudou pra outro estado e não deixou nem o prazer daquela noite, maldito parecia tão perfeito. É, dai eu descobri que o meu verdadeiro prazer estava na geladeira aquela metade do pote de sorvete de flocos me fez muito bem..É, e como fez.

ps: Todas as histórias em que eu me refiro como a 1 pessoa, ou seja eu conto são meros contos vindos da minha cabeça, alguns são baseados em fatos reais mas não vivenciados por mim e sim de história que eu ouvi, mas o vento levou.